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    Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 19% da população brasileira exagera na bebida alcoólica. Esse dado preocupante revela um grande problema de saúde pública diante das maléficas consequências possíveis na adoção dessa prática. Sob esse viés, a naturalização do uso do álcool pela comunidade e as desilusões do homem moderno corroboram certamente essa situação. Logo, urgem ações engajadas dos agentes adequados com o escopo de modificar tal conjuntura.
          Inicialmente, ressalta-se que a naturalização do álcool, um tipo de droga, pela sociedade potencializa o cenário do alcoolismo, uma vez que jovens são constantemente influenciados para o uso cada vez maior de bebidas, como cerveja e cachaça. Nessa perspectiva, de acordo com o Centro de Referência em Álcool, Tabaco e outras drogas, 80% dos atuais ébrios deram o primeiro gole antes dos 18 anos, o que reflete uma deturpada e precoce iniciação dos adolescentes no mundo etílico, além da facilidade desse grupo em obter tais produtos, tendo em vista a insuficiente fiscalização de venda das bebidas em festas, por exemplo. Por conseguinte, percebe-se como consequência desse fato não só o abuso de álcool, na medida em que o indivíduo cresce, mas também impactos relacionados à acidentes de trânsito e à introdução de substâncias ilícitas nocivas ao homem.
    
          Outrossim, é válido pontuar que o alcoolismo decorre, em muitos casos, das desilusões do indivíduo moderno, sejam por relacionamentos interpessoais, sejam por questões no ambiente de trabalho. Na obra cinematográfica "Farrapo humano", por exemplo, o fracasso do escritor Don Birman induz o vício como meio de superação ou alívio dos dilemas vividos. De modo análogo, nota-se como resultado do etilismo exacerbado tanto na ficção, quanto na realidade alterações no comportamento humano, como agressividade e irritabilidade, e o distanciamento de familiares, o que inviabiliza a interação dos alcoolomaníacos na sociedade.
    
          Destarte, é essencial alterar esse contexto de uso indiscriminado do álcool pela população brasileira. Para tanto, é impreterível que o Ministério da Saúde crie metas e projetos associados ao combate ao abuso de álcool, mediante campanhas nas redes sociais, as quais desestimulem o uso precoce dessa substância pelos adolescentes e conscientizem a população sobre a gravidade da questão em destaque, com o fito atenuar os índices de alcoolismo no país. Concomitantemente, é imprescindível que as famílias estejam atentas e dispostas a ajudar pessoas com problemas no vício em etílicos, realizando diálogos sobre formas alternativas de se lidar com dilemas em detrimento do uso de substâncias prejudiciais.