O abuso de álcool na sociedade brasileira

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    Émile Durkheim, filósofo e sociólogo, acredita que a sociedade é determinada pela coesão social, ou seja, a generalidade, a exterioridade e a coercitividade são características que garantem a harmonia. Nesse sentido, o abuso de álcool impacta negativamente nessa coesão, devido ao crescente consumo por parte dos jovens associado às consequências do abuso dessa substância na sociedade.
    Primeiramente, é importante destacar os alarmantes índices referente ao consumo de bebidas alcoólicas pelos jovens brasileiros. Assim, de acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2018, aproximadamente 55% dos adolescentes do 9º ano do ensino fundamental já provaram essa substância, além disso, aproximadamente 21% relataram episódios de embriaguez. Dessa forma, faz-se necessária a adoção de medidas emergenciais para reverter essa realidade.
    Somado a isso, ressalta-se que o abuso da bebida acarreta em diversas consequências no contexto social. Como exemplo dessas consequências  pode-se citar o aumento da violência doméstica, o aumento dos crimes de trânsito, o aumento dos gastos públicos com medidas preventivas, o aumento da violência contra a mulher e vários outros impactos no cotidiano. Desse modo, esse abuso impacta negativamente na vida dos usuários e também em toda a sociedade, tornando-se um problema de relevância global.
    O abuso do álcool na sociedade brasileira desequilibra a harmonia social, portanto, é dever do Estado, através dos poderes executivo, legislativo e judiciário, desenvolver um kit de medidas para resolver essa problemática. Dessa maneira, esse kit deve conter: maior fiscalização da venda para menores, projeto de lei para ampliar a pena dos crimes cometidos devido ao abuso de álcool e a abordagem contínua dessa temática no ambiente educacional. Com isso, espera-se reduzir esses impactos e alcançar a coesão social proposta por Durkheim.