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    No que se refere ao abuso de álcool na sociedade brasileira, pode-se perceber que a existência deste problema é resultado da baixa percepção de risco pelos usuários do álcool, e também da benevolência do governo em relação à indústria de bebidas.
       Em que pese a existência de alguns debates na mídia sobre os malefícios do uso abusivo do álcool, quando se compara o alcance do bem-sucedido projeto de redução do tabagismo no Brasil, nota-se a necessidade de implementar ações mais agressivas em relação às bebidas. Enquanto que os rótulos de cigarro estampam pessoas com doenças advindas do hábito de fumar, acompanhadas de expressivas advertências do Ministério da Saúde, além de estarem localizadas em locais de difícil acesso dentro de um estabelecimento, além de um valor mínimo de comercialização, as bebidas não apresentam nenhuma propaganda negativa, estampam pequenas advertências em letras miúdas e ficam expostas em lugar de destaque nos supermercados e lojas, inclusive com promoções "imperdíveis". Dessa forma, a percepção que se têm é que o hábito de beber se aproxima mais dos malefícios de comer um alimento de alto de teor de sódio do que de outros problemas.
        No mesmo sentido, é notória a bondade do governo com o setor de bebidas. O governo sem se preocupar com a questão de saúde pública, direito este de todo o cidadão, conforme positivado na Declaração dos Direitos Humanos da ONU e na Constituição Federal, preocupa-se mais em estimular a indústria de bebidas, concedendo diversos benefícios a tal setor. Exemplo disso é o parcelamento e o perdão de dívidas tributárias ocorridas no final do ano de 2018 que, ao invés de restringir o acesso a indústrias que têm impacto negativo na sociedade, concedeu os mesmos benefícios das indústrias e setores que tem influência positiva social.
        Sendo assim, para reduzir o uso e abuso de álcool na sociedade, urge que o poder executivo crie um projeto denominado "Brasil sem álcool", que tenha como enfoque a divulgação de propaganda dos riscos do consumo dessas bebidas, com divulgação tanto em jornais, televisão e internet, e a obrigação de alteração de rótulos de produtos com qualquer teor alcoólico, com imagens impactantes decorrentes do uso do álcool. Toda o financiamento do projeto será sustentado pela própria indústria de bebida, através da criação de um taxa extra, cujo destino será para educação da população dos malefícios do consumo do álcool. Nesta propaganda deverão ser apresentadas doenças decorrentes do uso do álcool, além de se apelar para a questão emocional que se decorre da perda de um ente querido. Com a implementação deste projeto, espera-se reduzir o consumo de álcool de forma expressiva no Brasil.