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    Em meados dos anos 70 a popularidade do álcool e cigarro era alta, pois, ainda não eram de domínio público os male atribuídos ao abuso exacerbado destas substâncias. Embora o uso do cigarro tenha diminuído, no Brasil o uso indiscriminado do álcool ainda é recorrente. O álcool, apesar de ser uma droga lícita e popular na mídias publicitárias, causa dependência, afetando diretamente o âmbito social, profissional e familiar dos brasileiros que são ou convivem com um dependente alcoólico.
         Em primeiro plano, o abuso do álcool é decorrente da associação da ingestão da bebida com o lazer. Nas mídias brasileiras o setor publicitário responsável pela promoção de bebidas alcoólicas retrata o uso das bebidas ligado à festa, diversão e prazer. Logo, a estratégia publicitária é bem sucedida ao repetir, em diferentes cenários, que o álcool é diversão. A busca do prazer imediato e contínuo, para a satisfação das necessidades biológicas e psicológica como dizia o psicanalista Sigmund Freud, gera o abuso alcoólico que leva à dependência.
         Outrossim, os efeitos do abuso alcoólico se mostram prejudiciais não só ao dependente, mas também às pessoas com quem convive. No âmbito profissional, o abuso do álcool, ao manifestar sintomas como sonolência, falta de atenção e mal estar, pode diminuir e até mesmo anular a produtividade do indivíduo alcoolizado e de seus colegas. Já no âmbito familiar o alcoolismo pode causar problemas econômicos, como a direção da renda familiar à bebidas alcoólicas, ou psicológicos, para os membros da família que são submetidos à agressividade e descaso pelo dependente.
         A publicidade estrategista no mercado de bebidas incentiva, portanto, a dependência responsável por afetar profissionais e famílias brasileiros. Visando diminuir o abuso do álcool, o Ministério da Saúde em conjunto com o Ministério da Educação devem oferecer cursos voltados aos temas moralidade e publicidade responsável  à estudantes de publicidade e outras mídias, diminuindo futuras propagandas manipulativas. ONG's e igrejas, por exercerem influência sobre famílias e profissionais, devem organizar grupos de conversa sobre o alcoolismo, para que a dependência seja reconhecida e tratada.