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    A obra literária de Jorge Amado, A morte e a morte de  Quicas Berro D'Água, retrata a vida de Joaquim Soares da Cunha, respeitável cidadão, que decide largar sua família para se entregar aos vícios, como a bebida. Nesse sentido, a novela literária traça todos os emblemas que o abuso alcoólico traz para a vida de um cidadão. Todavia, distante das páginas do livro, a realidade brasileira não se mostra tão distante, visto que o abuso de álcool é uma questão recorrente na sociedade brasileira. Diante disso, sabe-se que o abuso alcoólico tem problemáticas nas questões na naturalização da bebida, na publicidade existente no país sobre o tema e na falta de campanhas publicitárias preventivas.
      Neste contexto, é indubitável que a naturalização da bebida contribui para o agravo de consumo de álcool na sociedade, visto que de acordo com o site O Globo, cerca de 60% da população considera normal o consumo de bebidas alcoólicas. Tal naturalização, afeta diretamente os jovens na sociedade atual, já que começam a beber ainda menores de idade, pois não só consideram como algo normal,como também não veem malefícios aparentes em tal ato. Esse cenário foi exposto pelo página Quebrando Tabu, em que entrevistou 100 jovens menores de 18 anos e, dentre estes, 76 adolescentes afirmaram que bebiam ou já beberam bebidas alcoólicas, fato este que ilustra a naturalização do tema.
      Além disso, observa-se que a publicidade existente no Brasil, colabora  para esse quadro de abuso alcoólico, já que de segundo o jornal Carta Capital, o Brasil investe cerca de 10 milhões de reais em publicidade relacionadas às propagandas de bebidas. Esse fato faz com que crie um "status" social de que a bebida é algo descolado, como visto nas próprias propagandas televisivas. Tal questão de status foi exposta pelo sociólogo Theodor Adorno, em que afirmava que as empresas utilizavam da mídia para obter lucro, muitas vezes, vendendo algo maléfico para os consumidores de forma alienadora.
      Ademais, é notório que, no Brasil, não existem campanhas publicitárias ou avisos eficientes e persuasivos sobre o abuso alcoólico, já que de acordo com o site G1, o Brasil é um dos países que menos se investe em casos de prevenção, como bebidas e drogas. Essa falta de politica pública favorece de forma significativa o abuso alcoólico, visto que não conscientiza a população sobre as consequências do consumo, como problemas gastrointestinais, pancreatite e neuropatias periféricas. 
      Infere-se, portanto, que o Ministério da Saúde em conjunto com o Ministério da Educação, ofereça na grade curricular escolar, aulas sobre os malefícios que o abuso alcoólico pode provocar nos jovens.Tais aulas teriam como finalidade orientar os mesmo sobre as doenças e os perigos causadas pelo excesso de bebida, além de diminuir a naturalização do álcool. Nesse sentido, as aulas teriam palestras, exposições e debates sobre o tema, pois apenas assim é possível mudar esse problema no país.