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    Cirrose hepática, acidentes de trânsito e violência interpessoal: essas são algumas das consequências do uso abusivo de bebidas alcoólicas. Infelizmente, na sociedade brasileira, a banalização dessa prática não abre espaço para debater os danos que ela pode causar. Enquanto isso, os órgãos públicos se manifestam com um simples ''beba com moderação''. Nesse contexto, torna-se necessário criar caminhos para combater o abuso de álcool no Brasil. 
      A princípio, é importante ressaltar as consequências da ingestão excessiva de álcool. Segundo o CISA(Centro de Informações sobre Saúde e Álcool), os danos gerados por essa prática vão além da esfera individual, eles podem afetar a economia do país e toda a sociedade. Um bom exemplo são os acidentes de trânsito causados por motoristas alcoolizados, porque podem causar mortes e gerar gastos com segurança e saúde, além das despesas com órgãos de investigação e julgamento dos casos. Isso representa um obstáculo para o equilíbrio da sociedade. 
      Em segundo lugar, vale ressaltar a influência da cultura do álcool no Brasil. Cotidianamente, assistimos à banalização do consumo em excesso de bebidas alcoólicas: comerciais de TV, roda de amigos, músicas, filmes. Como consequência, os brasileiros bebem mais que a média mundial, de acordo com a OMS(Organização Mundial de Saúde). Enquanto isso, nada é feito pelos órgãos públicos, que não estão preocupados com a saúde geral da população, preferem manter o silêncio a prejudicar economicamente a indústria de bebidas. 
       Portanto, em virtude do que foi mencionado, observa-se a necessidade de intervenção. O Poder Executivo deve criar um projeto de lei que proíba as propagandas relacionadas a bebidas alcoólicas. Além disso, o Ministério da Saúde deve lançar campanhas na TV e nas redes sociais que mostrem as consequências físicas, psicológicas e sociais do abuso da ingestão de álcool. Dessa forma, será combatida a cultura do álcool e a sociedade terá consciência dos danos do seu consumo excessivo.