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    É possível, por intermédio da linguagem simples e coloquial do poema "Tinha uma pedra no meio do caminho", de Carlos Drummond de Andrade, fazer uma analogia a respeito do consumo abusivo de álcool. Nessa conjuntura, a problemática atua e repercute no cotidiano dos brasileiros como um verdadeiro obstáculo social a ser superado. Contudo, percalços como a inoperância estatal e a cultura do álcool dificultam o sobrepujar dessa adversidade.
                   De início, é importante pontuar que as políticas públicas têm papel fundamental na superação desse revés. Segundo Aristóteles, o Governo deve, acima de tudo, garantir o bem-estar da sociedade. Porém, por vezes, nota-se o descaso das autoridades públicas em relação à criação e à gestão de projetos assistencialistas que possuem a difícil missão de desintoxicar e reabilitar as vítimas do álcool. Esse desdém é evidenciado mediante os casos recorrentemente divulgados pelo portal G1, em que os indivíduos alcoólatras, em muitas situações, deixam de ir às clínicas de reabilitação, pois essas carecem de profissionais, equipamentos e estruturas adequadas para tratar o paciente. Nesse sentido, a inércia governamental fere os princípios aristotélicos, haja vista que ao agir de forma míope a essa realidade o Estado causará danos e prejuízos, irreversíveis, à sociedade.
                   Ademais, a cultura do álcool contribui para a acentuação da problemática. Atualmente, constata-se que o consumo de álcool é algo que está arraigado na cultura brasileira, visto que é um hábito constantemente associado ao lazer e à sociabilidade. Vive-se hoje, em outras palavras, numa cultura que estimula e facilita o consumo de bebidas alcoólicas. Além disso,  os anúncios publicitários passam a impressão de que álcool não faz mal à saúde. No entanto, consoante a pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 3 milhões de pessoas, em todo o mundo, morrem todos os anos, direta ou indiretamente, em virtude do consumo de álcool. Dessa forma, é imprescindível que medidas sejam tomadas para reverter essa realidade vigente. 
                   Conclui-se, diante do exposto, que a questão do consumo abusivo de álcool ainda é um problema a ser resolvido. Sendo assim, com a finalidade de minimizar esse mau, urge que o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, por meio da captação e excelente otimização dos recursos enviados pelo Estado, promova a criação de clínicas e projetos assistencialistas, com o intuito de ajudar e amparar os alcoólatras. Ainda assim, parte da verba deverá ser direcionada à criação de associações, tais como a Alcoólicos Anônimos, com o objetivo de facilitar e ajudar na reabilitação dessas pessoas. Com isso, essa pedra, que é consumo abusivo de álcool poderá ser removida do caminho social.