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    A série norte-americana, 13 reasons why, retrata o consumo de álcool entre os jovens da escola, ocasionando casos de acidentes e estupros. Fora da ficção, constata-se que no Brasil o abuso de bebidas alcoólicas também é uma problemática, uma vez que a elevação dos índices de ingestão relacionam-se a falta de intervenção estatal na punição e fiscalização, bem como na influência midiática e social para o consumismo.    
       A priori, segundo o filósofo Aristóteles, a política deve ser implantada de maneira que, por meio da justiça, harmonia alcance o meio social. Nesse prisma, constata-se que a omissão do Estado na promoção de políticas de combate ao abuso de alcoolismo no país rompe com o equilíbrio social. Dessa forma, apesar de o Poder Público ter sancionado a lei seca e a lei que proíbe a venda dessas bebida aos menores, o caos persiste, haja vista que de acordo com o Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde, aproximadamente 100 mil pessoas morrem por causa de álcool por ano no país, em consequência disso tem-se o elevado número de acidentes nas rodovias e o vício precoce. 
       Outrossim, nota-se que a influência social e midiática também fomenta para elevação do impasse. Isso acontece porque, segundo a sociologia social, “o viés de grupo” permite com que os indivíduos adquiriram comportamentos, como o consumo de álcool, para serem aceitos em sociedade. Analogamente, é evidente que a influência de certas amizades e dos parentes flexibilizam o consumo desde cedo, permitindo o vício. Além disso, é notório que as propagandas abusivas também atrelam-se aos índices, uma vez que atuam como uma forma de amenizar as consequências do consumo pela influência das ideias capitalistas. É evidente, portanto, que há entraves para chegar o equilíbrio conforme Aristóteles. Destarte, o Governo Federal, junto ao Ministério da Segurança, deve ampliar um número de polícias rodoviárias facilitando a fiscalização e punição daqueles que denigrem as diretrizes, bem como aprimorar a penalidade prevista na lei seca, por meio de programas fiscalizatórios e aprimoramento das leis, no fito de amenizar gradativamente o consumismo de álcool e acidentes. Ademais, a mídia, pode lançar campanhas que mostrem os malefícios do consumismo abusivo, principalmente entre os jovens, por intermédio de propagandas, no intento de esclarecer tanto os consumidores quanto às empresas que abusam dos anúncios.