O abuso de álcool na sociedade brasileira

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    O consumo de álcool no Brasil é um acarretador de diversos problemas sociais, mentais e físicos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica o consumo alcoolifico como o uso, o abuso e a dependência, sendo os dois últimos como mais danificante à saúde do indivíduo. Detectar o abuso e a dependência possuem dificuldades devido o álcool ser considerado um hábito comum e ser associado às comemorações, festas, reuniões de amigos e interação social. Logo, medidas fazem-se necessárias para a melhoria deste problema. 
         Segundo a OMS, o USO do álcool seria qualquer ingestão, estando dentro dos parâmetros médicos e legais; no ABUSO, o indivíduo não é dependente, mas tem um problema de sério com a bebida; a DEPENDÊNCIA é uma síndrome que consiste em sintomas do funcionamento mental e psicológico, atingindo de 3 a 5% da população. O abuso do álcool, junto com o uso possuem uma porcentagem de 15 a 40% de consumidores que, se não fiscalizarem seus hábitos, podem desencadear problemas físicos e/ou mentais, além de comprometer com os deveres do cidadão para com a segurança pública.
          Como exemplo dos males causados pelo abuso crônico, têm-se a dependência, cânceres, doenças no fígado, resfriados frequentes, agressividade e danos cerebrais de curto e longo prazo. Ademais, após o diagnóstico de doenças que foram agravadas devido o abuso crônico, a recuperação torna-se lenta ou sem resultados, já que todos os sistemas do corpo encontram-se debilitados. Partindo desse pressuposto, a revista ``The Lanciet Public Health´´ publicou um estudo a qual afirma que de 31,6 milhões de pacientes adultos que receberam alta de clínicas e centros de reabilitação no período de 2008 e 2013, 1,1 milhões foram enquadrados no diagnóstico de demência. Portanto, é inegável o fato de que esta realidade necessita de transformação. 
           Tendo em vista os problemas citados acima, faz-se fundamental a intervenção estatal e  civil. O Estado, em parceria com ONGs (Organização Não-Governamental) e o Ministério da Saúde, deve procurar oferecer aos cidadãos profissionais que detectem àqueles que cometem abusos com a ingestão do álcool, com o propósito de conscientiza-los dos malefícios e oferecê-lhes o tratamento, através de grupos de apoio, terapia ou medicamentos para evitar recaídas, além de buscar leis que determinem a diminuição dos níveis de álcool em bebidas, para que no futuro a saúde não seja afetada. Soma-se a isso, a compreensão da sociedade acerca dos malefícios existentes em extrapolar limites, e levar á sério propagandas em mídias sociais que buscam incentivar a consciência. Destarte, com essas medidas, haverá diminuição da problemática.