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    Em contato com o organismo, o álcool é capaz de liberar hormônios como Serotonina e Oxitocina, os quais provocam sensações de prazer e  euforia. Todavia, a ingestão excessiva e constante desse tóxico provoca danos que, hodiernamente, são um problema na sociedade brasileira. Essa adversidade se deve, sobretudo, à banalização do consumo de bebidas com componentes alcoólicos e a ausência de uma discussão efetiva sobre tal hábito.
    Desse modo, a naturalização do consumo de drogas lícitas, como o álcool, é um fator que contribui para o surgimento de diversos distúrbios. Dentre eles, estão o aumento do número de acidentes de trânsito e casos de violência doméstica, além do desenvolvimento de doenças como gastrite e cirrose. Evidencia-se, portanto, a ausência de discernimento sobre o limite  entre o uso recreativo de bebidas alcoólicas e a manifestação dessa prática como um vício.
    Desa forma, a carência de um debate sobre tais riscos atua como impulsionador da problemática. Assim, muitos jovens entram precocemente em contato com o psicotrópico, e, incapazes de mensurar os impactos dessa ação, tornam-na um hábito. Como consequência,  adquirem maior vulnerabilidade ao alcoolismo, que, segundo a Organização Mundial da Saúde, é responsável por 3,3 milhões de mortes anualmente no mundo.
    Destarte, o Ministério da Educação, em parceria com as secretarias municipais de saúde, deve realizar palestras e mesas redondas nas escolas a fim de discutir os riscos do contato prematuro com o álcool. Outrossim, o Ministério da Saúde, em união com as redes de TV aberta, deve promover campanhas que informem a população sobre os mecanismos de combate ao alcoolismo. Por meio dessas medidas, espera-se contribuir para a formação de cidadãos mais livres e conscientes.