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    Muito se discute acerca da tolerância relacionada ao primeiro contato com o álcool, principalmente por jovens, e as possíveis crises atribuídas a isso. Essa controvérsia torna-se mais relevante quando se expõe ao abuso de álcool, de forma patológica ou por prazer. Em 1952 foi criado o Manual Estatístico de Transtornos Mentais - no qual foi estruturado a doença alcoolismo, que no Brasil, segundo a OMS, cerca de 3% da população com idade acima de 15 anos possuem tal patologia. O abuso de álcool na sociedade, portanto, transparece questões integrais à sociedade e aos estados.
        Essa problemática de caráter social, remonta a ação do capitalismo ocidental, durante o século XX, no modo de vida dos brasileiros. As empresas de bebidas alcoólica em busca por lucro desenfreado, influenciam cada vez mais o abuso de álcool, principalmente por jovens e adolescentes, por meio de propagandas (lúdicas e manipuladoras). Além disso, no que se refere à psicologia social, o conceito ''viés de grupo'' se aplica, de forma demasiada, na sociedade juvenil, noção que diz respeito a aceitação de um indivíduo em determinado grupo através da reprodução dos comportamentos de tal conjunto, ideia que reflete no abuso de álcool por adolescentes.
        Somado a isso, o consumo de álcool como válvula de escape às pressões sociais do cotidiano que segundo Émile Durkheim, sociólogo francês, na teoria do ''Fato Social'', as imposições da sociedade não existem para um único indivíduo, mas sim para todo um grupo. Por conseguinte, a prática cultural do consumo de álcool como forma de supressão dos desafios sociais, tem levado a ingestão patológica da substância agravando a situação da saúde pública. Diante de tais argumentos, o debate acerca do abuso de álcool pela sociedade brasileira persiste.
        Com o intuito de reduzir o consumo abusivo de álcool na sociedade brasileira, é adequado que o indivíduo esteja instruído acerca dos males desse excesso e sobre saúde pública. Essa finalidade pode ser obtida por meio do Ministério da Saúde, em parceria com o terceiro setor, através de projetos educacionais e conscientizadores nas escolas, empresas e mídia a fim de informar a sociedade sobre o consumo de álcool. Além disso, é fundamental que o Conselho Nacional de Autorregulação Publicitária haja sobre às propagandas de produtos alcoólicos com a intenção de reduzir o estímulo ao consumo, principalmente de adolescentes e jovens. Dessa forma, os índices de abuso de álcool na sociedade brasileira reduzirão e haverá o progresso sustentável da nação.