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    A lei seca americana, em 1920, demonstra a falência do proibicionismo do consumo de álcool, uma vez que abriu espaço para a clandestinidade e com isso, para o descontrole das autoridades. Nesse sentido, embora a ingestão se bebidas com teor alcoólico seja liberada a partir dos dezoito anos de idade no Brasil, o abuso do álcool ainda é um problema a ser contido. Assim, a falta de moderação  ao consumi-lo leva a riscos individuais e coletivos.
             Nessa perspectiva, o uso abusivo do álcool pode gerar prejuízos a saúde e ao descontrole da autonomia da própria vida. Sob essa ótica, no romantismo, a bebida alcoólica absinto transformou-se em uma válvula de escape para condições não desejáveis. No entanto, essa forma de fugir da realidade potencializa o surgimento de transtornos psicológicos, já que o consumidor vê a necessidade de beber para se sentir confortável a agir e, perde então, progressivamente, a capacidade de pensamento crítico e se torna um dependente químico. Nesse cenário, o ator Fábio Assunção foi exposto nas redes sociais sob efeito de seu vício pelo álcool e sem discernimento de seus atos, sendo motivo de chacota, posto que o alcoolismo muitas vezes não é visto como doença por falta de conhecimento por grande parte da população. 
             Ademais, cabe ressaltar que essa problemática compromete também as pessoas na proximidade. Sob esse viés, de acordo com os pensadores da escola de Frankfurt, a glamourização do consumo excessivo de álcool através da publicidade para produzir em massa e acumular valor, faz parte da indústria cultural que introduz a bebida de modo acessível a todos visando uma homogeneização. Desse modo, mesmo ao não beber, as pessoas estão inseridas, de forma vulnerável, num cotidiano com ampla disponibilidade de bebidas alcoólicas e podem sofrer as consequências junto aqueles que fizeram o seu mau uso. Isto posto, qualquer pessoa está suscetível a sofrer acidentes de trânsito devido a irresponsabilidade de outras pessoas de dirigir sobre embriaguez, assim como a sofrer com um possível aumento de violência devido a perda de consciência devido a falta de sobriedade.
              Logo, para mudar essa conjuntura, é necessária a intervenção do estado com apoio financeiro a ongs especializadas no auxílio a pessoas alcoólatras. com isso, no intuito que essas propaguem informações em campanhas midiáticas com informações sobre sinais precoces de alcoolismo, divulguem centros mais próximos de ajuda disponíveis e demonstrem os danos que o excesso de álcool pode causar, desse modo, possam ajudar a população que sofre com o problema. Além disso, o Ministério da Educação e Cultura (MEC), deve levar para as escolas palestras para  debater o assunto com o objetivo de prevenir uma juventude do álcool.