O abuso de álcool na sociedade brasileira

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    O filme norte-americano “Despedida em Las Vegas”, relata a história do jovem Ben, que passa a ingerir várias substâncias alcóolicas após perder seu emprego e família. Nesse sentido, a narrativa foca na rotina agitada do protagonista e expõe os impactos da alta ingestão de álcool, tais como: distúrbios físicos e mentais, reprodução de atos violentos e perda da consciência. Fora da ficção, esse cenário de abuso alcóolico também está presente no cotidiano brasileiro e tornou-se um problema social, visto que – seja pela publicidade do consumo excessivo da bebida, ora pela ineficiência estatal – compromete a qualidade de vida popular e promove a formação de doenças crônicas.
         A princípio, cabe analisar a divulgação do consumo exagerado de álcool sob a visão de indústria cultural dos filósofos Adorno e Horkheimer. Segundo os autores, os meios de comunicação padronizam os conteúdos e tornam a ideologia das pessoas homogênea. Analogamente, no momento em que os veículos publicitários divulgam, repetidamente, anúncios de bebidas alcóolicas – os quais exibem apenas ocasiões agradáveis e não informam os perigos da ingestão de altas doses –, eles acabam por estimular e consolidar o consumo excessivo da substância no meio social. Por consequência, essa valorização da bebida favorece o abuso e promove a formação da dependência química, conhecida como alcoolismo. 
        Ademais, além da publicidade, o papel ineficiente do governo também corrobora na problemática e convém ser contestado sob a perspectiva do filósofo inglês John Locke. Segundo o autor, a sociedade, em seu estado de natureza, possui o direito à vida, à saúde e à liberdade, que devem ser preservados pelo governo. Dessa forma, o atual poder público contradiz esse pensamento ao promover poucas campanhas de combate ao abuso alcóolico, as quais, frequentemente, são efetuadas apenas em períodos festivos do ano e não conseguem difundir o consumo moderado da bebida com eficiência. Logo, observa-se entre os cidadãos, cada vez mais, a perda do bem-estar e a formação de transtornos crônicos, como câncer e hipertensão.
         Diante disso, torna-se evidente que medidas devem ser tomadas. Para isso, o Ministério da Saúde, com auxílio da mídia digital, deve propagar esse assunto em postagens nas redes sociais, de modo a usar vídeos impactantes que informem aos cidadãos sobre os riscos da ingestão descontrolada e os sinais precoces de dependência química. Dessa forma, será possível diminuir o consumo excessivo da bebida e descontruir a valorização do álcool na sociedade brasileira. Além disso, o governo, por meio de verbas públicas, deve fortalecer e ampliar campanhas de combate ao abuso alcóolico, a fim de promover projetos coletivos, ao longo de todo o ano, que incentivem a ingestão moderada da substância e impedem princípios de alcoolismo, assim como os do filme “Despedida em Las Vegas”.