O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

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    Nos tempos exórdios do século XVIII, a Europa estava passando por grandes mudanças sociais e científicas, o qual hoje é reconhecido pela literatura brasileira como período arcadista, cuja principal ideologia era o "Carpe diem", que remete ao proveito da vida sem pensar nas possíveis resultantes. Analogamente, em períodos hodiernos, no que tange ao elevado número de soropositivos entre a juventude, observa-se que tal ideal árcade sobreviveu ao longo da gerações e hoje reflete no grande percentual de jovens infectados pela aids, os quais contraditam a importância do uso do preservativo no momento da relação sexual. Nesse viés, existem fatores os quais merecem destaque como fomentadores do crescimento de tal taxa, tais quais: a melhoria de qualidade de vida dos portadores da doenças e o diminuto diálogo escolar acerca do assunto. 
         Em primeira análise, tem sido notório o avanço científico na área da saúde, o qual tem proporcionado o melhoramento da condição dos infectados pela aids em atividades diárias, por meio da disponibilização de medicamentos na saúde pública. Em vista disso, grande parte da juventude contemporânea, ainda presa às ideias do Carpem diem, ao notarem que um soropositivo pode ter qualidade de vida, menosprezam o autocuidado, justificando o ideal de Thomas Hobbes de que o homem é o lobo do próprio homem. 
            Em segunda instância, somada à tal fato, constata-se que existe uma elevada deficiência de debates escolares acerca de assuntos como as IST'S, justificada, em grande parte, pela alta carga horária de professores e gestores. Consequentemente, os alunos não compreendem a dimensão de tais doenças infecto-contagiosas e permanecem com o que foi passado pelo senso comum. Portanto, a intervenção estatal é necessária como forma de proteção da juventude de maneira eficaz.
              Diante disso, é necessário que o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Saúde e da Educação, promova palestras e debates mensalmente acerca das doenças sexualmente transmitidas. Isso poderá ser feito com a promoção do contato entre profissionais da área da saúde e alunos, por meio do uso de linguagem de fácil compreensão por eles, e com a disponibilização de imagens e vídeos impactantes, a fim de criarem certo receio na juventude e promoverem o autocuidado. Assim, é possível que haja ruptura com as ideias arcadistas e, nos próximos anos, a saliente proporção de infectados pela aids em grupos juvenis não seja considerada mais uma realidade brasileira. Igualmente, o Brasil poderá viver em "Ordem e Progresso", como posto na bandeira nacional.