O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

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    Caio Fernando Abreu, escritor brasileiro contemporâneo, retratou em contos publicados na imprensa como “Depois de Agosto” um momento histórico no qual o tabu e desinformações relativos às DSTs prevaleciam, marcando a literatura ao falar da AIDS. No limiar do século XXI, as doenças sexualmente transmissíveis são um problema de saúde pública, que estão custando à qualidade de vida de muitos indivíduos no Brasil. Entre os fatores preponderantes para a ocorrência do maior número de casos está a ausência de discussão efetiva sobre o assunto nos meios familiar e escolar, e a banalização do problema devido à noção da possibilidade de cura. Diante disso, a discussão sobre o aumento de DSTs, entre os jovens brasileiros, é válida e necessária no contexto contemporâneo. 
          É válido ressaltar, inicialmente, que apesar da disponibilidade de informações ser maior que há décadas atrás, ainda é tabu falar sobre sexualidade na escola e com a família. Desse modo, a falta de diálogo produtivo sobre o assunto gera o desconhecimento de todos os riscos da prática sexual sem preservativo, uma das principais causas da obtenção de muitas doenças como, por exemplo, a sífilis e a AIDS. Além disso, os jovens acabam possuindo sensação de onipotência, valorizando o prazer extremo em detrimento da sua própria saúde, em que por desconhecerem os impactos que atitudes, muitas vezes impensadas, podem causar, acreditam que nunca irão contrair determinado tipo de enfermidade. As consequências, por sua vez, são graves e resultam em comprometimento reprodutivo, e má qualidade de vida dos infectados, que podem, ainda, contagiar outros indivíduos.
           Ademais, com os avanços da medicina, o tratamento para algumas DSTs é eficaz e possibilita que os detentores da doença possuam uma vida relativamente normal. No entanto, tal fato gerou no pensamento social a falsa ideia de que elas não são tão graves e tem cura, o que é um equívoco, pois, algumas são irreversíveis e muitas vezes letais. A AIDS é um exemplo, na medida que, o vírus que a causa aflige as células de defesa, deixando o organismo mais fraco e suscetível a outros males, sendo extremamente prejudicial para o indivíduo e para a sociedade. Nesse sentido, o uso da camisinha,é essencial para a proteção contra as doenças sexualmente transmissíveis, e atualmente a obtenção desse recurso está mais fácil, visto que, elas são oferecidas gratuitamente pelos postos de saúde.
      Destarte, o aumento do número de casos de pessoas infectadas por DSTs é um fato negativo para o âmbito social brasileiro. Faz-se necessário que o Estado atue nas escolas com aulas, debates e palestras sobre o o assunto da sexualidade, oferecendo informações para a conscientização dos jovens. Além disso, junto com a mídia deve promover campanhas publicitárias sobre a importância  do uso do preservativo durante a relação sexual, a fim de atingir todas as camadas da população. Porfcabe ao indivíduo tomar a decisão de se cuidar e se proteger dessas doenças, sendo cauteloso e responsável. Assim, o problema será atenuado, contribuindo para o bem comum da sociedade.