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    A partir das Grandes Navegações no séc. XVI, houve o contato de diferentes povos pelo mundo todo, compartilhando cultura, conhecimento e até mesmo doenças, ocorrendo assim a chamada união microbiana do mundo. As DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) foram uma das doenças compartilhadas globalmente, e que, na atualidade brasileira tem ganhado muito destaque pelo seu frequente aumento entre os jovens, seja pela falta de campanhas eficientes de conscientização, seja pela perda do medo de contrair AIDS, Sífilis ou outras DSTs. 
      Segundo a Pense (Pesquisa Nacional de Saúde Escolar), publicada pelo IBGE, em 2015, 33,8% dos adolescentes entre 13 e 17 anos já tinham começado sua vida sexual e não usaram a camisinha na última transa. Isto ocorre pelo fato de não haver campanhas publicitárias efetivas. Atualmente as campanhas, quando existentes, ocorrem de maneira tradicional, ou seja pela TV, não atingindo de fato os jovens da atualidade. Para tais campanhas serem de fato eficazes é necessária a adaptação ao público, logo, a migração de informações para as novas mídias socias, como por exemplo a internet. 
      Além da falta de eficácia das mídias, há um grande déficit das escolas em planejarem palestras, discussões e aulas sobre educação sexual. A falta de advertimento causa a perda do medo de contrair tais doenças, pois os jovens não tem noção das complicações e efeitos da contração destas. Segundo Valéria Paes, consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia, explica que a população mais jovem não vivenciou terrores do passado, como mortes por complicações da Aids, e, por isso, tem menos prudência.
      Logo, cabe ao Ministério da Saúde junto com o Ministério da Educação promoverem campanhas, palestras e aulas sobre as complicações da contração das DSTs e a importância do uso das proteções para evitar as mesmas. Além disso, as mídias devem, em colaboração, abordar de maneira mais eficaz e amedrontadora o assunto, migrando para as redes sociais, fazendo contato direto com os jovens.