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    Segundo o Ministério da Saúde, nos últimos dez anos , o número de jovens portadores de doenças sexualmente transmissíveis - DSTs- cresceu de maneira preocupante no Brasil. Nesse sentido, pode-se afirmar que tal fato advém  tanto da ineficácia na execução de políticas públicas preventivas, quanto do descaso de muitos núcleos familiares e escolares na abordagem desse assunto, corroborando, assim, essa problemática. 
         Nesse âmbito, sabe-se que a negligência Estatal em relação à promoção de campanhas sobre prevenção sexual entre os jovens, contribui para a manutenção desse impasse, já que essas ações seguem uma sazonalidade que as tornam ineficazes. Nessa lógica, pode-se notar que o maior número de atos preventivos no Brasil ocorrem em datas festivas, pois acredita-se que a probabilidade de contração dessas patologias é maior. Entretanto, é pertinente elencar o artigo científico produzido por médicos da Universidade Federal Fluminense, o qual mostra que a  incidência de DSTs entre os jovens e adultos não está ligada à estações festivas, como o carnaval, e sim, a todo período anual. Logo, percebe-se que a atuação da saúde pública brasileira, voltada a prevenção dessa patologias entre púbere, é deficitária, contribuindo, assim, com persistência dessa questão.
          Paralelo a isso, a falta de uma comunicação adequada sobre sexualidade na maioria das famílias e escolas reforça essa questão, visto que muitos adolescentes realizam seu primeiro ato sexual sem  orientação alguma. Nesse viés, é oportuno apontar que o lapso educacional familiar a respeito do sexo é fruto do tabu provido, na maioria das vezes, pela formação religiosa brasileira, pois muitos pais não se sentem confortáveis ou seguros para desenvolver um diálogo educativo com seus filhos na puberdade. Outrossim, a ausência de educação sexual nas entidades didáticas compõe a formação desse cenário de alta incidência de jovens com DSTs, pois de acordo com o pedagogo Paulo Freire o ensino não é apenas a transferência de conhecimento, mas é dar a possibilidade de construção do indivíduo para a sociedade.
           Portanto, diante dessas constatações, é elementar que medidas sejam tomadas. Para isso, é necessário que o Ministério da Saúde, junto ao Ministério da Educação, venha promover políticas preventivas nas escolas, por meio da realização de rodas de conversas com adolescentes e a participação de médicos e psicopedagogos, para tornar a conscientização sobre a prevenção de DSTs mais frequente e acessível ao público jovem, a fim de reduzir os índices dos últimos dez anos. Ademais, é essencial que os pais sejam incluídos nesse projeto, na perspectiva de aproxima-los de seus filhos e tornar mais concreta a educação sexual dos jovens no Brasil.