O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

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    As grandes navegações trouxeram para o país, nas caravelas de Colombo, uma perspectiva europeia de desenvolvimento e, com elas, doenças graves como a Sífilis. Após mais de 500 anos de história e apesar da tecnologia e do acesso à informação, muitas doenças sexualmente transmissíveis voltaram a atacar, e isso deve-se à banalização e o desinteresse no assunto. 
            Em primeira análise, os agentes de saúde perderam um grande aliado no combate às DST's: o medo. Os jovens de hoje, por não terem presenciado as mortes e por não terem contato com pessoas infectadas, não conhecem a realidade e alimentam o pensamento de que o fato nunca irá acontecer consigo. Consequentemente, os cuidados básicos e os preservativos caíram em desuso e dessa forma a contaminação cresce em progressão geométrica. 
           Outrossim, quando um assunto vira tabu, a sociedade e a escola perde o interesse e a estratégia de falar sobre. Logo, o real risco de contágio é minimizado e conforme a estabilidade dos relacionamentos aumenta, o cuidado é deixado de lado. Contudo, a informação ainda é o meio mais eficaz de desenvolver uma cultura crítica e responsável em relação aos jovens.
            Em suma, o aumento das DST's está relacionado mais a um aspecto cultural do que de saúde pública. Portanto, cabe às Secretarias da Saúde em parceria com escolas, promover eventos com palestras e debates sobre essas doenças, o seu contágio e o risco de vida que envolvem, contando com a participação de profissionais e famílias que perderam pessoas próximas por conta da banalização do assunto. Assim, pode-se fortalecer o cuidado e a atenção, por parte dos jovens, com a própria saúde e a do outro, atenuando o problema.