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    No antigo Egito figuras emblemáticas, como a Cleópatra, já demonstravam preocupação com a proteção sexual durante o coito com seus vários parceiros. Entretanto, apesar dos avanços tecnológicos em produtos e métodos de combate a Doenças Sexualmente Transmissíveis – DST’s, o comportamento da sociedade no século XXI vem regredindo, gerando um aumento do lastro de transmissão dessas doenças. Portanto, é necessário compreender os aspectos comportamentais pós-modernos que causam esse fenômeno. 
          Em primeiro plano, o escritor Jorge Saramago já alertava para a possível banalização do sexo, afirmando que “Tudo é banal e que está sujeito ao consumo”. Assim, a pornografia tornou-se objeto de consumo desenfreado, onde jovens  precocemente hipersexualizados sem nenhuma indicação sobre os riscos da prática. Além do mais, essa exposição ocupou as lacunas deixadas pela ausência de educação sexual em escolas e lares, que de acordo com o Ministério da Saúde, não chega em 8% da rede pública de ensino. Portanto, o consumo indiscriminado desse conteúdo somado a ausência do Estado e da família gerou um geração sexualmente imprudente. 
          Simultaneamente, com o advento dos aplicativos de relacionamento, ocorreu a redução das “fronteiras da paquera” gerando um aumento da multiplicidade de parceiros. Diante disso, pessoas portadoras de DST’s – diagnosticadas ou não – aumentaram o seu raio de alcance de contaminação. Ademais, no Brasil o uso da camisinha – principal forma de combate as DST’s - sofreu queda, alcançando patamares menores que 40% da população, de acordo com a OMS. Logo, a influência da tecnologia na forma das novas relações aliada a baixa adesão da principal proteção sexual gerou um cenário preocupante que deve ser mitigado pelas instituições públicas.