O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Envie sua redação para correção
    No final do século XX, houve um período de grande transtorno mundial pelo surto da AIDS, que foi responsável pela morte de muitos indivíduos naquela época. A falta de recursos capazes de curar os doentes foi motivo de grande pânico nas comunidades. Já no contexto atual, vê-se uma grande banalização das doenças sexualmente transmissíveis – sobretudo no meio juvenil  – causada pelo alto número de coquetéis de medicamentos que melhoram a qualidade de vida dessa população. Desse modo, por consequência, gera um aumento na quantidade de jovens infectados, sendo a desinformação uma das bases para a problemática.
         Deve-se pontuar, de início, que a despreocupação mediante o contágio com doenças sexualmente transmissíveis é algo comum entre indivíduos de 16 a 25 anos. O famoso jogo ''roleta russa'', agora, ganhou outra vertente, a roleta russa da AIDS, no qual os participantes tem relações sexuais entre si, e no final expõe quem tinha alguma DST. Nesse âmbito, é perceptível que a ''brincadeira'' é uma grande potencializadora no que se diz respeito ao aumento de infectados. Ademais, a Secretaria de Saúde de São Paulo realizou uma pesquisa que afirmou que, em seis anos, houve um aumento de cerca de 600% no número de brasileiros com sífilis. Dessa forma, mostra-se evidente a possibilidade dessa doença tornar-se uma epidemia como já aconteceu com a AIDS. Assim, é incontrovertível que a falta de cuidados no meio juvenil com as doenças tardam a erradicação das mesmas.
          Outrossim,  a falta de informações sobre as doenças nas variadas instituições em que um indivíduo é submetido, afeta o conhecimento sobre a problemática. De acordo com o pensamento kantiano, o homem molda-se de acordo com a educação que é concebida a ele. Seguindo essa linha de raciocínio, o  Brasil vai na contramão a essa máxima, uma vez que a educação sexual é um tabu nas famílias e também nas escolas. Logo, infere-se que as crianças entram na adolescência despreparadas para agir da forma mais segura em alguma relação sexual, sendo grandes alvos dessa mazela social. Desse modo, é notório que tal comportamento afeta o desenvolvimento pleno de uma sociedade informada e saudável.
          Portanto, medidas são necessárias para a solução da disseminação de DSTs no meio juvenil brasileiro. O Ministério da Educação e o Ministério da Saúde tem o dever de amenizar a problemática, por meio de palestras e debates sobre o assunto, além de promover a criação de aulas, abertas aos pais, sobre como evitar e quais são os sintomas das variadas doenças sexuais existentes, tudo isso com o intuito de conscientizar a população. Ademais, deve-se auxiliar os pais, para que os mesmos possam continuar a educar seus filhos em casa. Desse modo, será possível a diminuição do número de indivíduos infectados, além da melhora da qualidade de vida da população brasileira.