O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

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    Vênus, a deusa romana do amor, era associada às doenças sexualmente transmissíveis e estas, por sua vez, eram relacionadas a castigos divinos e causavam muito espanto durante a Idade Média. Hodiernamente, diferente do contexto medieval, as DST's são objetos de vários estudos dentro da sociedade científica e já possuem tratamentos eficazes. No entanto, devido à diminuição no uso dos preservativos e à falta de uma educação sexual eficiente, o Brasil enfrenta problemas com o aumento do número dessas doenças, principalmente entre os jovens e adolescentes. 
            Convém ressaltar, a princípio, o aumento do índice de indivíduos que não usam camisinha durante as relações sexuais como um dos fatores para a persistência do problema. Dessa forma, é importante destacar que, segundo o Ministério da Educação, a taxa de pessoas portadoras de DST's aumentou significativamente nos últimos anos, entretanto a população ignora cada vez mais os males trazidos por essas doenças ou minimizam a sua gravidade. Como consequência, ignoram o uso da camisinha e, por isso, o número de portadores tende a continuar crescendo e causando diversos problemas à saúde brasileira.
           Ademais, é válido destacar também a ausência de eficacia no que diz respeito à educação sexual no Brasil. Nesse sentido, apesar da facilidade de procurar informações sobre o assunto, suas causas, seus sintomas e as formas de prevenção e tratamento, as doenças sexualmente transmissíveis ainda são consideradas motivos de preconceito e tabu pela sociedade. Desse modo, evidencia-se que mesmo com os avanços na área da informação, trazidos pelo processo de globalização, desde a década de 90, assuntos essenciais a serem discutidos, como a questão das DST's, ainda são considerados tabus por instituições educacionais e familiares, nas quais o debate não é efetivo. 
           Compreende-se, portanto, a necessidade de medidas para barrar o aumento das doenças sexualmente transmissíveis no Brasil. Logo, cabe às Secretarias de Saúde, em parceria com as escolas e comunidades, mostrar à população a importância do uso de preservativos, por meio de palestras e aulas que visem a quebra do tabu imposto socialmente sobre o assunto. Além disso, é dever da próprio conjunto familiar, por meio do diálogo, alertar sobre a gravidade dessas doenças e abrir espaço para que o assunto seja discutido sem preconceitos. Assim, o índice de casos de DST's no Brasil será, gradativamente, diminuído.