O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

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    Na obra “Homo Deus: Uma Breve História do Amanhã”, o escritor Israelense Yuval Harari apresenta um homem futurista capaz de lidar com intempéries diversas como fome e doenças. Distante desse enredo, porém, a realidade é desanimadora no que tange às doenças sexualmente transmissíveis, haja vista que, apesar dos avanços alcançados na saúde, é evidente que a desinformação, bem como a plena confiança em métodos de tratamento modernos geram um quadro de alerta na saúde pública, sobretudo entre as camadas jovens da população. Com efeito, torna-se fundamental refletir acerca dos desafios desse problema, assim como maneiras de o interromper. 
      Em primeira análise, é importante perceber que a pouca atenção dada a doenças como Aids e sífilis, atualmente, gera consequências nocivas à saúde coletiva. Nas décadas passadas, grande foi o temor decorrente da morte de inúmeras celebridades por vírus como o HIV, a exemplo dos cantores Fred Mercury e Cazuza, situação que já não ocorre nos dias de hoje em virtude dos avanços farmacêuticos e da cobertura oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Desse modo, o que antes era uma realidade assustadora, tranquiliza o jovem e pouco estimula o cuidado com a transmissão de patógenos diante dos modernos fármacos e coquetéis. 
      Ademais, convém destacar a falta de informação como agravante desse processo. Visto que, as campanhas de proteção, além de limitadas a determinadas épocas do ano, não divulgam casos, tampouco expõem conhecimentos esclarecedores e discussões a respeito das DSTs, o que promove, consequentemente, a disseminação de mitos e tabus. Nessa perspectiva, tal qual afirma Rodrigo Pinheiro, Presidente do fórum da ONG Aids, as campanhas precisam ser constantes e, em seus debates, exporem as consequências das relações sexuais sem prevenção.
       Diante disso, infere-se, portanto, que a questão das DSTs hoje, apesar de parecer controlável, para os jovens, é perigosa e deve ser divulgada quanto a esse princípio. Para que isso ocorra, cabe aos Ministérios de Saúde e Educação incluir aulas de educação sexual na Base nacional curricular, como também a promoção de palestras esclarecedoras em escolas e postos de saúde, ministradas por profissionais da saúde que orientem quanto aos perigos e formas de prevenção de doenças. Com isso, é mister que a mídia, como formadora de opinião, divulgue formas de combate eficientes, por meio de ficção engajada e anúncios publicitários, que orientem e desmistifiquem a camada jovem quanto à importância do uso de preservativos na conservação da saúde. Quem sabe assim, a sociedade brasileira se aproximará daquela abordada no enredo de Harari.