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    Durante a era das Grandes Navegações, a sífilis, doença sexualmente transmissível (DST), atingiu grande parte da Europa e ganhou o rótulo de maldição das Américas aos seus colonizadores, visto que até então era desconhecida. Dessa forma, mesmo com as evoluções médicas e o acesso às informações, os índices de DSTs, em especial nos jovens brasileiros, crescem e continuam a gerar medo como a séculos. Portanto, deve-se analisar as causas desse aumento e buscar soluções eficazes.
       Em primeiro plano, vale ressaltar a ausência de debates sobre educação sexual. Geralmente, a sexualidade é discutida nas escolas e de forma superficial, ou seja, para cumprir uma grade curricular. Sendo assim, os jovens possuem uma noção rasa sobre as DSTs e métodos contraceptivos, já que, em sua maioria, o tema não é debatido dentro de casa também. O predomínio dessa falta de discussão faz com que muitos deles vejam a proteção como algo que pode ser desprezado. Conforme uma pesquisa realizada pela USP, cerca de 45% dos jovens não usam preservativo durante o sexo, o que confirma a falta de debate e a negligência do jovem.
       Outro fator a ser mencionado é a vergonha de se tratar. Como o sistema público brasileiro disponibiliza preservativos gratuitos, contrair uma DST é visto com desrespeito e até preconceito. Dessa maneira, por vergonha, os jovens preferem não se tratar e perdem a noção do real risco de uma DST, como mencionado em uma notícia do site Guia do Estudante.
          Portanto, debater sobre o assunto é de extrema urgência para quebrar um tabu e reduzir o número dessas patologias no país. Sendo assim, o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, deve elaborar uma grade curricular mais ampla sobre sexualidade, que seja executada desde o ensino fundamental e se aprofunde com o avançar da idade do aluno, por meio de aulas lúdicas e interdisciplinares, a fim de promover uma discussão verdadeira e gerar informações concretas ao jovem. Ademais, a mídia deve criar propagandas instrutivas sobre educação sexual, visando a conversa entre a família e a criticidade social.