O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

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    No filme “Clube de compras Dallas” é abordada a história de Ron, um eletricista do Texas que é diagnosticado com aids e sofre com o preconceito, o estigma e o abandono. Nesse sentido, a narrativa foca na trajetória de Ron que enfrenta a problemática do preconceito e da falta de informação sobre as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Fora da ficção, é verídico que a realidade apresentada pela narrativa pode ser relacionada ao cotidiano do jovem no século XXI: a desinformação por parte dos adolescentes brasileiros e a ineficiência do Estado em transmitir as formas corretas de prevenção de DSTs corroboraram para uma banalização na utilização dos métodos de proteção sexual.
        A priori, tal conjuntura necessita de uma análise sociocultural. Sob essa ótica, tornar-se relevante a ignorância da população jovem acerca das condutas seguras na relação sexual. Como exemplo disso, pode-se destacar a falsa segurança causada pelo desenvolvimento das tecnologias médicas, tal como a ascensão da pílula anticoncepcional que previne a gestação indesejada. Entretanto expõe o jovem às DSTs que causam danos físicos e psicológicos. Além disso, a ignorância causada pelo sucesso do empenho contra o HIV gerou uma banalização das demais DSTs menos conhecidas, bem como: gonorreia, herpes genital, sífilis, entre outras. 
        Outro desafio é o fato da ineficiência das campanhas por parte do Poder Público. De conformidade ao pensamento do teólogo Jacques Bossuet, no qual ele diz que à saúde é mais dependente de precauções do que de médicos, isto é, não haveria um aumento da pressão no serviço público de saúde se os boletins tocantes a prevenção de HIV e as demais DSTs se mostrassem eficazes com o público jovem. Com efeito, isso fica evidente em informativos do Ministério da Saúde, por exemplo: em dez anos houve um aumento de 16,9 casos de HIV por 100 mil brasileiros na faixa dos 20 aos 24 anos.     Portanto, diligências são necessárias para combater o aumento das DSTs entre jovens brasileiros. Com essa intenção, o Poder Público, a iniciativa privada e as ONG’s precisam debater sobre as causas do crescente número de jovens infectados por alguma DST, bem como: a desinformação, a banalização das prevenções e a ineficiência por parte do Estado no combate com o intuito de interromper esse crescimento. Igualmente, acerca da ineficiência das políticas existente em combater a problemática na atual conjuntura, o Estado deve fazer a manutenção, através de investimentos de órgãos privados, em campanhas já existentes, a fim de criar uma linguagem própria em canais de comunicação específicos que atingem majoritariamente a população jovem. Só assim, os jovens brasileiros não se verão sobre a mesma problemática de Ron.