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    Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Conquanto, o aumento de DSTs entre jovens brasileiros impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática, haja vista a imprudência e banalização dos males, bem como a ausência de educação sexual nas escolas e instituições. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
       Em primeiro lugar, é importante destacar o descaso e imprudência dos jovens no que diz respeito ao uso de preservativos nas relações sexuais.De acordo com uma pesquisa feita pela Pcap em 2013, 43,4% dos adolescentes entrevistados não protegeram-se durante sexos casuais. Diante do exposto, é evidente a banalização da juventude frente às doenças sexualmente transmissíveis, demonstrando que uma das maneiras mais seguras de prevenção caiu em desuso. Além disso, a displicência também associa-se à insolência perante os riscos e consequências da precoce irresponsabilidade comportamental.
       Faz-se mister, ainda salientar a ausência de educação sexual nas escolas como impulsionador do problema.Segundo Paulo Freire, educador brasileiro, a educação sozinha não pode transformar a sociedade, entretanto, sem ela, a sociedade tampouco pode mudar. Sob tal ótica, é indispensável o ensino sexual no sistema educacional do país, tendo em conta a desinformação dos jovens sobre as doenças sexuais. Conforme a pesquisa feita pela Pcap, é evidenciado que 21,6% dos adolescentes acreditam que existe cura à Aids, desconhecendo a irreversibilidade da enfermidade. Desse modo, corrobora-se que a falta de ensino sexual nas instituições educacionais brasileiras relaciona-se com o aumento de DSTs na população jovem.
       Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a conscientização dos jovens a respeito do problema, urge que o Ministério da Educação e Cultura (MEC) intensifique, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nas redes sociais que detalhem e informem os adolescentes sobre o uso de preservativos e o risco da imprudência.Outrossim, o MEC em junção ao Ministério da Saúde, devem estimular a mudança comportamental da população jovem por meio de palestras e seminários especializados, além do ensino sexual nas escolas e instituições, com orientação psicopedagoga aos alunos, a fim de conscientizar e ensinar sobre as DSTs e seus prejuízos. A partir dessas ações, espera-se promover uma melhora das condições de saúde e sociais desse grupo.