O carnaval como símbolo da nacionalidade brasileira no século XXI

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    Em busca da identidade brasileira
           O escritor Jorge Amado definiu o Brasil como o "país do carnaval", com a finalidade de inserir o carnaval no processo de construção da identidade nacional. Entretanto, a reflexão em torno desse festejo como símbolo da nacionalidade brasileira no século XXI, conduz à discussão sobre seus aspectos positivos e negativos para a população. 
           Com o objetivo de buscar a essência da brasilidade e constituir a identidade da nação, procura-se criar símbolos pátrios capazes de definir essa nacionalidade e o carnaval é a manifestação cultural mais importante no Brasil. É a exteriorização de elementos como a música, literatura e artes visuais, que une as classes sociais, amplia as oportunidades de emprego, movimenta a economia, não apenas pelo aumento do consumo, bem como atração turística. Portanto, além de significar a junção da cultura popular e a consciência identitária brasileira, também representa um dos eventos mais relevantes para a economia do país. 
           Por outro lado, as vantagens e melhorias esconômicas que o carnaval poderia acarretar para o Estado, foram modeladas em prol de interesses políticos individuais. Para manter os privilégios, atualmente, utiliza-se o mesmo regime do Império Romano sob o governo de Otávio Augusto, o qual distribuía trigo aos marginalizados sociais e promovia espetáculos a fim de entreter a população em geral, evitar tensões e conquistar o seu apoio, prática conhecida como política do "pão e circo". Analogamente, ocorre no Brasil, onde os governantes financiam os festejos carnavalescos para "divertir" a massa e manter as suas regalias, enquanto milhões de pessoas vivem de forma miserável, sem alimento, saúde e educação, ainda que sejam direitos de cada cidadão. 
              Diante do exposto, é possível perceber o lado promissor e o impróprio das festas relacionadas ao carnaval no Brasil. Contudo, a população deve utilizar esses festejos em seu benefício, por meio de manifestações a fim de reinvidicar e exigir seus direitos. Além disso, cabe ao meio artístico e midiático negar vínculos políticos dotados de vantagens individuais. Por fim, os governantes devem investir nas atrações turísticas com o objetivo de despertar investimentos internacionais para o país e empregá-los adequadamente. Sendo assim, desde que haja parceria entre governo e comunidade, será possível alcançar o progresso sem desconsiderar a ordem e imbuído de originalidade cultural.