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    Sabe-se que, no contexto histórico da Roma Antiga, um método utilizado pelos governantes era a política "Pão e Circo", em que se manipulava a população para que não se rebelasse contra o governo. Este é um evento parecido com o que acontece no Brasil: o famoso carnaval, que recebe parte do fundo público, embora poderia ser aplicado em setores mais prioritários. Nessas condições, ele acaba sendo identificado como problema, já que não há condições ideais para sua ocorrência.
          Acerca do tema "Carnaval", é possível analisá-lo a partir dos estudos do sociólogo Durkheim, que aponta três princípios do Fato Social. A exterioridade diz respeito à conclusão de que as festas carnavalescas existem independentemente da vontade de cada indivíduo. Já a coerção é identificada por meio dos problemas agravados por ele, tais como o aumento do número de infectados pelo HIV e outras DSTs, dinheiro público que não sobra para demais investimentos (inclusive para atendimento básico), gravidez indesejada e grande ocorrência de assédios sexuais. E a generalidade apenas exprime que esse é um fato presente em todo o país. 
          Apesar de o carnaval ser uma festa cultural, que une e diverte as pessoas, há outras necessidades no país que merecem maior valorização, dentre elas, destacam-se as áreas da saúde e educação, claramente precárias. Só em 2013, foram gastos R$ 35 milhões na capital do Rio de Janeiro (conforme dados divulgados pelo site Uol). Em 2010, o Brasil gastou apenas 10,7% de seu orçamento público total com a saúde, quase 5% a menos que a média mundial e cerca de 1,5% a menos que outros países emergentes. No ranking mundial de educação, ele ocupa a 60ª posição, de acordo com divulgação feita pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), no ano de 2015.   
          Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Assim, o Poder público deve implantar medidas para uma melhor administração da arrecadação de impostos e seus respectivos investimentos, focando naquilo que é mais urgente no momento e pensando nos benefícios futuros. E, por um tempo, é mister que sejam reduzidos ao máximo os gastos com tal comemoração, para que o Brasil possa, primeiramente, se adequar à sua realidade e mantenha uma condição sólida para promover tais ações. Com isso, será possível evitar o fim e manter com decência tal festa, já que com melhorias na educação e saúde, pode-se construir uma sociedade mais consciente, reduzindo, enfim, alguns problemas agravados com o mau funcionamento da mesma.