O carnaval como símbolo da nacionalidade brasileira no século XXI

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    Desde o Romantismo no Brasil, vê-se um ideal de nacionalidade idealizado e utópico enraizado socialmente. Nesse âmbito, hodiernamente, pode-se observar que o Carnaval, apesar de ser uma expressiva prática cultural brasileira e símbolo nacional, tal manifestação encontra-se deturpada por entraves vigentes no século XXI. 
       Em primeiro plano, as práticas carnavalescas são palco de problemáticas pertinentes à sociedade brasileira, tendo como exemplo, a violência. É indubitável que, apesar dos esforços policiais em fazer do Carnaval uma festividade mais segura, essa tentativa apresenta-se ineficaz. Visto que, segundo a Polícia Civil do estado do Rio de Janeiro, foi registrado um aumento de 107% nos casos de roubo durante o feriado. Dessa forma, corroborando para a deterioração do símbolo natural brasileiro. 
        Outrossim, é válido ressaltar os impasses direcionados à figura feminina durante a festividade. A generalização e objetificação latentes nas mídias sociais constatam a visão machista construída culturalmente e evidenciada pelas violências sofridas nesse ínterim, onde mulheres sofrem abordagens de cunho assediadoras e violentas. Desse modo, é necessário desconstruir esse entrave arcaico, de forma que a prática carnavalesca torne-se um símbolo cultural equitativo. 
         Portanto, medidas são necessárias para resolução das problemáticas carregadas pelo modelo de nacionalidade que é o carnaval. É mister que, o Governo Federal envie subsídios para os Governos Estaduais, com o objetivo de reforçar os meios coerção no que tange a segurança, bem como oferecer suporte e investigações mais concretas acerca da violência contra a mulher. Para que, dessa forma, seja fomentado um símbolo de nacionalidade menos Romântico e mais verossímil com a realidade.