O carnaval como símbolo da nacionalidade brasileira no século XXI

Envie sua redação para correção
    As festas carnavalescas ultimamente estão sendo alvos de altos gastos públicos pelo Governo brasileiro. Isso se deve ao fato de que essas são associadas a fins lucrativos pelas prefeituras, limitando o acesso a parcela significativa da população. Somado a isso, a realização do carnaval resulta em gastos que seriam fundamentais em setores básicos como educação e saúde.
     Dessa maneira, a festa popular originária da fusão entre culturas africanas, portuguesas e indígenas, nos últimos anos passou a ser parte de uma política de entretenimento, semelhante à do "Pão e Circo" praticada em Roma, buscando esconder os problemas sociais. Esse teor de busca ao lucro encarece o acesso as festas carnavalescas, pois os camarotes e os produtos oferecidos estão restringidos a aqueles poucos que possuem condições de saldar.
     Segundo o filósofo Nietzsche: "Temos a arte para que a realidade não nos destrua". Seguindo esse raciocínio pode-se afirmar que enquanto o carnaval estiver vinculado ao consumismo, em sua totalidade, o seu valor cultural de arte irá entrar em decadência junto as camadas populares, por estarem sujeitas à escassez de investimentos básicos em hospitais e escolas.
     Então, para se democratizar as festas carnavalescas é necessário, portanto, a participação do Governo Federal na criação de uma lei que controle os gastos na realização dos festivais, estabelecendo um limite de gastos pelas prefeituras, com a efetuação de censos por agentes especializados, buscando equilibrar as verbas destinadas ao carnaval. Aliado a isso, é importante a atuação das prefeituras na estruturação das festas, tornando os preços mais acessíveis a toda a população, através de fiscalizações, realizadas por agentes da lei, para que, assim, o carnaval tenha um significado mais cultural e brasileiro.