O carnaval como símbolo da nacionalidade brasileira no século XXI

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    Joaquim Osório Duque Estrada foi um dos mais importantes representantes  da construção identitária do país, responsável por criar a letra do hino nacional, que diz em um de seus fragmentos: "Dos filhos deste solo és mãe gentil, pátria amada, Brasil". Atualmente verifica-se o carnaval como mais um importante símbolo nacional, que permeia a sociedade, mas que se torna superficial e não explicita a real problemática do país. Nessa perspectiva, cabe analisar como este festejo popular tem segregado pessoas em um país que se diz igualitário  e como  o investimento em tal comemoração, sem uma organização política, intensifica tanto os gastos públicos.
           É indubitável que o carnaval seja conhecido mundialmente como uma festa que inclui diferentes faixa etárias, etnias e classes sociais, por isso é utilizada como identidade para o Brasil. Segundo o antropólogo Darcy Ribeiro, o brasileiro tem a característica de negar a sua pátria e por esse motivo não é nacionalista. De maneira análoga, percebe-se que a desigualdade do país divide espaços entre a sociedade, a população sem condições financeiras para gastar com festas mais caras normalmente separam-se das demais classes que não possuem esse mesmo requisito. 
            Outrossim, convém destacar  a má elaboração dos investimentos ao carnaval, onde os gastos se direcionam a recepção turística e aos locais de atração desse contingente, embora traga benefícios lucrativos não é utilizado para se fazer a manutenção das necessidade básicas da população, seja na educação, transporte, saúde, assim é reduzida a qualidade de vida do país. Comprova-se isso pelo posicionamento brasileiro em  79º lugar na média de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), além de ser reconhecido pela grande violência urbana, deficiência em qualidade de ensino e entre outros. Diante dessa realidade a mobilização social e engajamento político são essenciais para a situação.
            É evidente que ainda há muitas entraves  para definir a nacionalidade do Brasil. Destarte, o Estado pode contribuir para o desenvolvimento de projetos direcionados ao carnaval que ocorre no país todos os anos, administrando e supervisionando melhor os investimentos e o direcionamento dos gastos públicos, para que as festividades continuem acontecendo, sem atingir diretamente ao acesso de qualidade dos recursos da população. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoa, e  elas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação ( MEC) poderia instituir nas escolas um ensino que mostra a importância cultural e social que esse grande festejo possui, para que seja possível compreender  que a segregação social não só destrói a identidade nacional como as raízes culturais do país. Assim,o carnaval simbolizará a alegria transbordante de um país em progresso.