O carnaval como símbolo da nacionalidade brasileira no século XXI

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    "Quero sentir a embriaguez do frevo, que entra na cabeça, depois toma o corpo e acaba no pé". Esse trecho pertence a uma das músicas mais tocadas nos carnavais de Recife e Olinda, e descreve, de maneira enfática, como a energia desse período é contagiante. Nesse contexto, é válido analisar a conjuntura social, pontos positivos e negativos, diante dessa manifestação, que vai além de uma festa, sendo um símbolo da nação brasileira.
          Convém ressaltar, a princípio, que o carnaval, além de ser uma época de alegria para a maioria das pessoas, influencia a economia, aumentando a venda de fantasias e adereços para o evento. Outrossim, o turismo das cidades que tem essa festa como referência é beneficiado, atraindo estrangeiros e brasileiros de outras cidades. Há, ainda, a geração de empregos, favorecendo financeiramente uma parcela da população.
          Em contrapartida, é ingênuo acreditar que não há impasses quando se trata do carnaval. Esses dias de aglomeração social acabam sendo acompanhados por um aumento na insegurança, elevando os índices de roubos, furtos e de violência sexual contra a mulher. De acordo com a Central de Atendimento à Mulher, as denúncias de assédio no carnaval de 2017 aumentaram em quase 90% quando comparadas às do mesmo período de 2016.
          Apesar de ser um ícone da identidade brasileira, não há dúvidas de que esse período traz consigo alguns inconvenientes. Diante dessa perspectiva, é necessária a intervenção do Estado por meio da Secretaria de Segurança Pública, investindo em mais policiais militares nas ruas, com o intuito de combater os diversos tipos de violência. Além disso, é essencial que os mais variados veículos midiáticos e grandes marcas promovam campanhas de conscientização contra o assédio à mulher. Dessa maneira, a única a tomar o corpo será a embriaguez do frevo.