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    Folia expressiva 
          A marchinha de carnaval de Chiquinha Gonzaga: “Ô abre alas”; propõe que na festividade carnavalesca ruas e avenidas fiquem livres, para que a comemoração possa acontecer. Assim, o efêmero carnaval escancara suas raízes e, ainda, revela um elemento lucrativo – um espetáculo, teatralmente, interesseiro. 
          No que diz respeito a cultura brasileira, o carnaval simboliza a festa popular anual da nação tupiniquim. Nesse sentido, em diversas cidades do país acontecem desfiles de escola de samba, blocos de rua, entre outras festanças, que durante o mês de fevereiro atraem turistas do mundo todo. A folia faz parte de um processo que culminou com a propaganda nacionalista de Getúlio Vargas, que percebe o samba como movimento popular e regulamenta os desfiles de escola de samba. Nesse contexto, no ano de 1984, na cidade do Rio de Janeiro, foi criado o Sambódromo, principal símbolo do carnaval no Brasil, desenvolvido pelo arquitetônico Oscar Niemeyer. 
          Sob esse prisma, as escolas de samba e o carnaval passaram a se tornar uma importante atividade comercial, à medida que, as Prefeituras resolveram cobrar ingresso para ver o desfile. Nesse cenário, além de ser uma tradição cultural, transformou-se num lucrativo negócio do ramo turístico e do entretenimento, uma vez que, as escolas vendem fantasias e acessórios para que a comunidade participe. Por outro lado, grande parte dos recursos arrecadados provém dos órgãos públicos municipais, que investem milhões de reais na festa popular, enquanto os serviços de saúde afogam-se por falta de verbas. 
          Infere-se, pois, que, o descabido carnaval, conclama políticas públicas. Dessa forma, o Estado, deve intervir acionando instituições privadas para que contribuam com o evento popular, afim de evitar o desvio de recursos do setor públlico. E, a Secretaria de Cultura, precisa proporcionar eventos deste padrão, contribuindo para o lazer dos carnavalescos. Logo, a expressão da folia florescerá nos campos da harmonia coletiva.