O carnaval como símbolo da nacionalidade brasileira no século XXI

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    O carnaval surgiu no Brasil como o entrudo, e era praticado pelos escravos no período colonial. Por ter sido considerado como uma forma de violência e resistência, essa manifestação popular foi duramente reprimida pela polícia. No entanto, novas formas de festejo do carnaval foram surgindo, a ponto de tornar-se símbolo da identidade brasileira.
       Primeiramente, cabe ressaltar a importância dessa manifestação como forma de resistência da cultura popular. O samba, a congada, o maracatu, o choro, e outras expressões culturais, são, além de apenas diversão, instrumentos de subversão criados pelo povo. Para a população, o carnaval é uma ótima oportunidade de expor e combater temas importantes, como o racismo, machismo e manipulação da indústria cultural. Por isso, alguns políticos e parte da classe alta brasileira, veem essa manifestação como uma ameaça ao poder público, e em função disso tentam elitizar essa expressão popular.
       Além disso, por perceber o potencial econômico do carnaval, o Estado tem transformado o símbolo da nacionalidade brasileira em negócio. É notória a modificação da festa popular em festa aristocrática. Cada vez mais, a parcela da sociedade que criou as expressões culturais do carnaval, está sendo excluída das festas oficiais. E isso decorre das altas taxas cobradas em camarotes, trios elétricos, entre outros. Dessa forma, aos poucos, o carnaval vai perdendo as referências identitárias.
       Fica claro, portanto, que o carnaval é um importante símbolo da manifestação da cultura popular brasileira, mas que está perdendo seu valor identitário por ser considerado uma forma de resistência, e pelos interesses econômicos envolvidos. À vista disso, faz-se necessária a ação do Estado junto com a UNESCO, na criação de políticas públicas que valorizem a cultura popular e a parte da população detentora dessa cultura, por meio de palestras sobre a história do carnaval, e devolução do controle a quem criou, de fato, o carnaval, para que o Brasil não perca as referências identitárias dessa manifestação cultural.