O carnaval como símbolo da nacionalidade brasileira no século XXI

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    No período colonial, o Brasil adquiriu de Portugal uma das primeiras manifestações carnavalescas chamada de entrudo, a qual foi incorporada principalmente pelos escravos como forma de interação social e diversão. A partir daí o carnaval foi crescendo e passou a compor a identidade cultural brasileira. Contudo, vê-se que o que era uma festa popular e democrática passou a ser, no século XXI, um evento aristocrático que visa enriquecer as grandes empresas culturais e, sobretudo, tirar o foco dos problemas sociais causados pela má administração política.
          Em primeiro lugar, destaca-se que o carnaval brasileiro se tornou mercantilista no século XXI. Pois, a criação de abadás, camarotes, trios elétricos, fantasias, foi a forma utilizada pelas empresas de lucrar com o carnaval. Consequentemente, observa-se um aumento na discrepância social fazendo da estrutura da festa a imagem da sociedade separatista que compõe o Brasil, uma vez que a classe alta passa a ocupar áreas privilegiadas e confortáveis, a usar roupas de qualidade e ingerir bebidas caras, e os menos favorecidos ficam à margem dos blocos conhecida como pipoca. Logo, aquele carnaval com o objetivo de ser símbolo de uma nacionalidade igualitária que unia todas as classes, senhores de engenho mais escravos, foi perdido.
          Ademais, os festejos carnavalescos são, de certa forma, uma oportunidade de velar os problemas sociais. Basta lembrar da prática pão e circo do Império Romano, estratégia política que buscava conquistar a população com alimento e diversão para que a insatisfação com os problema sociais fosse minimizada e a ordem mantida. De maneira análoga, é possível perceber isso no carnaval do Brasil, haja vista que  a  falta de informação e educação gera na população um desinteresse na política, e um foco maior no divertimento, aparentemente gratuito, fornecido no carnaval. Dessa forma, evidencia-se a importância de por em prática a constituição brasileira e o compromisso com o povo antes e após a festa.
           É evidente, portanto, que o carnaval perdeu a representatividade da nação brasileira, priorizando a elite do país. Posto isso, é necessário, primeiro, promover caráter igualitário entre os foliões. Isso a partir das parcerias entre Ministério e Secretarias da Cultura com empresas privadas que garantam a condição de manifestação com o mesmo conforto, visibilidade, espaço e segurança para todos, pondo limites nas cobranças abusivas das atrações, das bebidas e dos camarotes . Além disso, a festa deve ser promovida como forma de lazer e manifestação, sem desviar as verbas das necessidades básicas e utilizando os fundos arrecadados para investimentos em saúde e educação, para que ela não se torne uma maneira de abafar o caos social e político e sim de comemorar o avanço do país.