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    O carnaval nem sempre foi uma festa exclusiva do Brasil. Antes mesmo das primeiras manifestações em terras brasílicas, a Europa antiga já promovia a reunião entre as pessoas com o intuito de se divertirem e de celebrarem a chegada da estação, agradecerem aos deuses, a colheita. A dança, a música e a comida eram elementos fundamentais nessas comemorações. Essas festas foram difundidas em diversas regiões ao longo do tempo, assumindo um caráter cultural e até mesmo distintivo entre os cidadãos nas sociedades. Vale salientar, que a igreja católica, durante muito tempo, considerou o carnaval como uma celebração pecaminosa.
         Os portugueses, ao pisarem no Brasil, desembarcaram com eles, o primeiro movimento do que viria a ser a festa mais popular do mundo nos dias de hoje. O entrudo, era uma festa de rua em Portugal em que as pessoas brincavam jogando água umas nas outras, tinta e ovos. Durante o processo de colonização, a cultura indígena e africana se misturaram à festa lusitana. Nascia assim, o carnaval do Brasil. Os fatores culturais trazidos pelos escravos africanos e pelo folclore indígena, permitiram a construção de um carnaval diversificado em cada região do país.
          Dos salões da sociedade para as rua, o carnaval conferia ao folião a identidade que quisesse, a possibilidade de extravasar, de se misturar, de pertencer a qualquer classe ou raça. Os grupos de carnaval, com seus blocos e cordões, foram aos poucos ocupando lugar possibilitando a manutenção da tradicionalidade. 
         Os maracatus, afoxés e escolas de samba, são traços culturais e históricos que potencializam a identidade do povo brasileiro e que dão sustentação à imagem do carnaval. É a maior e mais democrática festa do mundo. Carnaval é patrimônio imaterial! E, como diria Graciliano Ramos, "se a única coisa que de o homem terá certeza é a morte; a única certeza do brasileiro é o carnaval no próximo ano¨. Asé!