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    No contexto da formação étnica do Brasil, é visível o grande sincretismo de culturas, costumes e tradições no mesmo país, criando um sentido único de identificação com o território nacional. Entretanto, devido a mistura existente, torna-se difícil criar uma identidade única e que se diversifique em relação aos demais Estados. Nesse sentido, busca-se maneiras de reafirmar o significado de brasilidade e criar modos de revalorizar o carnaval como festa cultural e não como produto de mercado.
            A priori, é importante notar o aspecto histórico por trás da busca pela identidade nacional. O autor Gonçalves Dias, com seu livro Iracema, escrito na era romântica brasileira, foi o primeiro a tentar organizar o que seria a brasilidade através da idealização indígena e  a busca por uma sociedade heroica e romantizada. Entretanto, com a modernidade, percebeu-se que a formação da cultura brasileira seria através da junção das culturas aqui existentes, visto em movimentos como a Tropicália e nas obras de José Guimarães Rosa.    
    
          Outrossim, é importante notar como o carnaval brasileiro se tornou um produto no mundo capitalista. Através de ações de empresas locais, o evento passou a ser fechado em muitos casos, com ingressos caros, dificultando os indivíduos mais pobres a participarem dessa importante festa. Para Marx, essa relação de consumo e consumidor pode ser definida como fetichismo, no qual as antigas relações sociais que ali existiam se transformam em relações econômicas e de poder, que acabam por perpetuar as classes mais altas no controle da cultura.
          Dado o exposto, é importante que se crie ferramentas para voltar o sentido real de um dos eventos mais importantes do pais. Secretarias da cultura em parceria com a mídia devem criar campanhas que visem incentivar a sociedade a participar da busca ao sentido de nacionalidade a fim de criar cidadãos com consciência e que conheçam realmente o Brasil.  Além disso, estados devem promover eventos gratuitos durante o carnaval, garantindo assim uma democracia ao acesso da cultura.