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    Na historiografia do mundo, é notório o quanto a festividade carnavalesca se modifica e suas várias influências de povos distintos em épocas diferentes — representando assim a grande miscigenação existente nesta festa. Paralelo a isso, foi no Brasil que o carnaval ganhou uma identidade própria, característica da junção de todos os povos que aqui residiam; e hoje pode ser considerado um símbolo da nacionalidade brasileira. 
        No limiar do contexto histórico, festivos semelhantes com o carnaval existiram antes mesmo do nascimento de Cristo, como por exemplo, em 2500 a.C, quando nas festas de Ísis os Assírios usavam máscaras para evitar serem reconhecidos. Já na Renascença a Igreja Católica começou a modelar este festejo, mas foi no Brasil que ganhou maior visibilidade e se disseminou no decorrer de todo o período colonial — inicialmente entre os escravos e posteriormente entre as várias classes sociais. Porém vale ressaltar, que no século XIX enquanto a alta classe fazia bailes de máscaras, a classe considerada "marginalizada" foi proibida de praticar o carnaval, também conhecido como entrudo. 
          Deve-se abordar, ainda, que o carnaval tornou-se a junção de várias culturas, nele é evidente influências do período escravista brasileira, marcas da cultura negra impregnada nas raízes do povo brasileiro e também vestígios de costumes europeus. Vale salientar, também, que com o passar dos séculos essa festa, a qual chegou a ser criminalizada, hoje tornou-se um período onde existe uma mínima distinção de classe social, e todos se divertem juntos.
       Torna-se evidente, portanto que o carnaval diante de toda a miscigenação de culturas, tornou-se um simbolo da nacionalidade brasileira no século XXI. Mediante a isso, cabe ao Ministério da Cultura e o de Turismo buscar a valorização dessa miscigenação nesta festa e procurar investir mais nos carnavais de rua pois são eles que levam a real essência desta festa.