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    O carnaval no Brasil é um evento importante por fazer parte da cultura brasileira em suas diversas vertentes regionais. Todavia, essa grande festa camufla e contribui com muitos problemas vividos pelo povo brasileiro, como a corrupção e a falta de serviços básicos, como saúde e educação.      Nesse contexto, no que tange a identidade nascional, o carnaval é um elemento mertaformo. Sua origem pode ser relacionada com o movimento antropofágico do Modernismo brasileiro, pois ele tem origem europeia e, ao chegar em território nascional, adaptou-se a cada cultura regional, fazendo com que, atualmente, existam nesse país diferentes expressões carnavalescas, como o axé da Bahia e o frevo de Pernambuco. Mostram-se necessárias, portanto, ações que favoreçam a continuidade desses movimentos a fim de reconhecê-los como patrimônio nacional.
      Ademais, o carnaval como elemento social apresenta controvérsias. Mesmo que recentemente, no carnaval de 2018, a escola de samba carioca Paraíso do Tuiuti tenha feito um protesto em tom de satirização a respeito da corrupção que assola o país, o carnaval é, muitas vezes, comparado ao Pão e Circo, estratégia política do império romano que buscava, a partir de espetáculos e migalhas, entreter uma população que era acometida pela fome e pelo abandono. Essa analogia é fruto da instabilidade política e da alienação popular vivenciada pela sociedade. 
      É relevante, portanto, além do favorecimento cultural, a necessidade de problematizar os aspectos políticos e sociais que envolvem esses festejos. Para isso, além do Estado tombar as práticas carnavalescas regionais como patrimônio cultural, a sociedade deve exigir, por meio de abaixo-assinados e protestos em meio físico e virtual, maior transparência sobre os gastos públicos, além de divulgar à população os meios de fácil acesso, como um disk-denúncia, nos quais podem ser expostos os excessos que ocorrem em decorrência de uma má gestão política.