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    O carnaval representa o período dos três dias que antecedem a Quarta-Feira de Cinzas, e refere-se à festejos, bailes, desfiles e folguedos populares. De acordo com o Ministério do Turismo, a estimativa de participação no carnaval de 2018 contemplava 10,6 milhões de brasileiros e 400 mil estrangeiros. Apesar da prosperidade econômica nacional vinculada ao evento, ainda existem problemas recorrentes que precisam ser solucionados. Nesse contexto, deve-se analisar como o policiamento insuficiente e as campanhas governamentais ineficientes transformam a festa em um momento de insegurança e depreciam uma época tão significativa para a sociedade brasileira. 
       Inicialmente, é importante citar que a fiscalização do trânsito tem sido insatisfatória e o número de acidentes graves permanece elevado. Segundo a PRF, em 2018, ocorreram 87 mortes e 249 acidentes graves durante o período do carnaval. Isso ocorre devido ao grande número de veículos e pessoas transitando no país, além da imprudência dos condutores. Dessa forma, a fiscalização intensa e a aplicação de sanções severas tornam-se necessárias para reverter o quadro problemático. 
       Além disso, o policiamento deficiente e a escassa publicidade de orientação contribuem para casos de agressão e violência frequentes durante o período. Em conformidade com o Instituto de Segurança Pública, no carnaval de 2018, o estado do Rio de Janeiro registrou 5.865 delitos. Esse dado ratifica a persistência da impunidade dos infratores e elucida a necessidade de fiscalizar, aplicar sanções e orientar os foliões durante o evento. 
       Dessa maneira, os diversos motivos mencionados tornam-se desafios para o reconhecimento da importância cultural e social do carnaval brasileiro. Em primeiro lugar, é necessário que a Polícia Rodoviária Federal intensifique a fiscalização do transito através de batidas e que o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte aumente o número de câmeras de vigilância nas vias principais e próximo aos locais de comemoração. Em segundo lugar, cabe aos governos estaduais aumentar o policiamento militar e civil nesse período do ano, principalmente nos locais onde ocorrem as festas e apresentações, visando assegurar os participantes e aplicar punições aos agressores. Além disso, cabe à Receita Federal destinar uma parcela dos impostos para que a Secretaria de Comunicação Social desenvolva comerciais de televisão e rádio, “outdoors”, panfletos e vídeos nas redes sociais que orientem os foliões sobre as formas de evitar a violência e de denunciar os casos ocorridos.