O carnaval como símbolo da nacionalidade brasileira no século XXI

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    A história do carnaval no Brasil começou no período colonial, tornando-se uma lucrativa atividade comercial. Após a colonização, esse evento adquiriu características brasileiras e é um símbolo da nacionalidade do país no século XXI. No entanto, com o fenômeno da ''camarotização'', muitos cidadãos não estão podendo aproveitar livremente da própria cultura.
      Sob influência das festas carnavalescas que ocorriam na Europa, o carnaval chegou em meados do século XVII. Essa celebração ganhou contornos específicos do país, como marchinhas, desfiles das escolas de samba, blocos de rua e trios elétricos, fomentando uma coesão nacional. Muitos alegam que é uma alienação, porém, segundo o antropólogo Roberto da Matta, em sua obra ''Carnavais, malandros e herois'', essa comemoração popular é promotora da identidade social, o que permite sentir a própria continuidade como um grupo. Isso mostra que tal festa é tradição, visto que blocos como Galo da Madrugada em Pernambuco e Cordão Bola Preta no Rio de Janeiro ''arrastam'' mais de 2 milhões de foliões juntos por ano, evidenciando forte participação na cultura do Brasil. Diante disso, a brasilidade é espelhada por essa diversidade de norte a sul com samba, axé e frevo.
      Contudo, mesmo a nação sendo conhecida como o lugar do carnaval, nem todos os cidadãos conseguem desfrutar da folia em qualquer espaço que desejam. Isso porque esse festejo tornou-se uma lucrativa atividade comercial quando o ex-presidente populista Getúlio Vargas fez dele uma instituição nacional, financiando os desfiles das escolas de samba. Com a movimentação de milhões de reais advindos tanto dos brasileiros quanto dos turistas e a intenção de aumentar os lucros para o Estado, a ''camarotização'' - segregação entre os mais e menos abastados - por meio de uma área vip, privilegiada e mais cara está dominando paulatinamente grandes espaços que antes eram livres para todos. Dessa maneira, é vital que esse festival volte a ser democrático.
      É necessário, portanto, que o Ministério da Cultura, juntamente com os governos municipais, diminua os ambientes privados mediante uma legislação que determine que 80% das ruas devem ser de livre movimentação da sociedade a fim de possibilitar que ninguém fique excluído dessa manifestação popular do Brasil. Além disso, as cidades, principalmente as que promovem ações carnavalescas precisam divulgar a importância de um movimento que envolve tradição do povo mediante as mídias sociais e as propagandas veiculadas na televisão com o intuito de incitar a nacionalidade do país. Assim, o carnaval continuará sendo símbolo da brasilidade.