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    É  de conhecimento geral que, durante a Era Vargas a sociedade brasileira era constantemente manipulada pela mídia radiofônica, pois o culto ao nacionalismo e adoração de Getúlio fazia parte das marchinhas populares, financiadas pelo presidente, no intuito de acobertar a problemática social.
    Nesse viés, ao contrário da popularização do carnaval Varguista, percebe-se atualmente que o cenário é de extremo elitismo, além de continuar encobrindo mazelas, logo, mudanças são urgentes na melhora da situação.
        Em primeira análise, deve-se pontuar que o carnaval é uma cultura de raízes antigas, visto que, desde a época da escravidão, negros utilizavam-se de danças percursoras do samba. Entretanto, manifestações como essas foram reprimidas por séculos, pois a marginalização do escravo era uma realidade. Análogo a isso, hoje o cenário carnavalesco caminha estreitamente com a época escravista, visto que a marginalização, mesmo velada, acontece. Sendo assim, ingressos e camarotes carnavalescos caríssimos acabam selecionando quem pode assistir ao carnaval, evidenciando a falsa democracia nesse âmbito exclusivo à classe baixa.
        Além disso, vale salientar que a política persiste à apropriar-se da cultura carnavalesca para apaziguar a precária condição social de muitos, visto que o investimento de milhões de reais, negligenciados à saúde e segurança, são facilmente investidos em grandes cantores e escolas de samba para o carnaval. Portando, a ótica de um Brasil como referência em carnaval apenas mascara a mesma referência em fome e violência, no país onde o índice de homicídios ocupa o 13° lugar no mundo, de acordo com o site R7.
        Diante dos fatos supracitados, espera-se a consonância entre Poder Público e Ministério da Cultura, no intuito de estipular, mediante leis, uma porcentagem de descontos às classes baixas na aquisição de ingressos, que serão sanadas com valores mais altos aos mais abastados, no intuito de haver um equilíbrio e democratização do acesso ao carnaval. Ademais, é necessário que a União utilize-se da probidade administrativa investindo recursos, possíveis, no carnaval sem ferir as verbas da segurança pública.