O carnaval como símbolo da nacionalidade brasileira no século XXI

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    O Brasil, país colonizado no século XVI pelos portugueses, constituiu-se como um território repleto de diferentes formas de expressões culturais, nas quais contribuíram para formar uma identidade nacional. Paralelamente, o carnaval é majoritariamente, representante destas tradições, visto que é marcado por festividades simbólicas, que dizem muito a respeito da realidade brasileira, uma vez que encanta, mas também, faz refletir acerca das problemáticas sociais de um país miscigenado.  
      De fato, as festividades carnavalescas representam um espaço de entretenimento importantíssimo na união do povo brasileiro, já que através das formas artísticas- como samba, axé, funk, entre outros ritmos- vários grupos étnicos são representados, o que permite construir um sentimento de pertencimento, sendo expresso como forma de nacionalidade. Além disso, é comum que durante o carnaval, haja uma miscigenação de culturas, que podem repercutir na identidade de um individuo- ou muitos-, no caso da vestimenta- fantasias, máscaras e pinturas corporais-, tendo em vista que, durante este período não existe um "padrão" a ser seguido, por isso, configura-se, expressivamente como um espaço de inversão, no qual até homens se vestem de mulheres.
       Outrossim, o carnaval espelha à realidade brasileira, pois simboliza através dos inúmeros desfiles, problemas socioculturais que ainda não foram superados, desde o período escravista. Pode-se citar, como exemplo a escola de samba Mancha Verde- São Paulo-, que usou no desfile deste ano-2019-, sobre a princesa africana Aqualtune para discutir escravidão, direitos de negros e mulheres e intolerância religiosa- salientando a contrariedade existente em um país miscigenado, no qual persiste formas de discriminação étnica e também desigualdade de gênero. Ademais, está o caso da Mangueira, que desfilou na Marquês de Sapucaí-no Rio de Janeiro- e homenageou através de seu samba enredo, à vereadora Marielle Franco- vítima de assassinato-, e com efeito incitou o debate acerca da liberdade democrática e violência presentes no Brasil.
       Deste modo, percebe-se o quão significativo é o Carnaval para a identidade do povo brasileiro, não só por constituir uma festa, mas por lembrar que ainda existem amarras sociais a serem superadas. É necessário então, que haja uma valorização deste último, sendo dever do Estado, como também da sociedade civil, permitir uma maior inclusão dos grupos étnicos- tão bem representados neste período, mas que ao longo do ano são deixados de lado - por meio de espaço de representatividade e respeito ás demais culturas. Ao Ministério da Educação e Cultura (MEC), procurar discutir tais adversidades nas escolas, afim de formar cidadãos conscientes das mazelas sociais de seu país, e que procurem supera-las, para que assim um povo consiga simbolizar mais positivamente sua nação.