O carnaval como símbolo da nacionalidade brasileira no século XXI

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    No livro "O país do Carnaval", do romancista Jorge Amado, o protagonista Paulo Rigger, após ter estudado na França, retorna ao Brasil com um olhar de estranhamento sobre o carnaval, acreditando que a festa mantém o povo alienado. Fora dos livros, atualmente, a festa carnavalesca, tem-se mostrado contraditória, deixando de ser um entretenimento de cultura popular e se tornando apenas mais um negócio de viés lucrativo.
      Primordialmente, convém ressaltar as transformações ocorridas na festa de carnaval. As primeiras manifestações carnavalescas surgiram em meados do século XIX, em que as pessoas saiam nas ruas efetuando brincadeiras, destinando-se apenas para o entretenimento da população e forma de expressão das culturas presentes no país. Contudo, hodiernamente, vê-se, que paradoxalmente ao divertimento das massas populares, o folguedo de carnaval se tornou um objeto de negócios, sendo melhormente comemorado por quem possui maior poder aquisitivo, causando, atualmente, gasto médio de um salário para cada pessoa que queira aproveitá-lo, segundo dados do jornal Extra.
      Sob outro ângulo, é possível notar a questão cultural do carnaval na sociedade brasileira, que vem sofrendo com sua realização aristocrática. Sendo a maior festa popular do país, o carnaval é, além de uma tradição, um símbolo da identidade nacional. No entanto, o modo patriciato da festa, que exige gastos exorbitantes para ser acessada, vem prejudicando a participação de grande parte da população nessa expressão cultural, pois, de acordo com o levantamento do jornal O Globo, 21% dos brasileiros que participaram da comemoração em 2017, ficaram com o nome sujo.
      Assim sendo, o Estado, deve destinar as verbas investidas no carnaval, para "blocos" que sejam abertos ao público, permitindo  entretenimento e a aculturação popular das festas carnavalescas. Ademais, promova a distribuição de cartilhas educativas, explicitando a importância dessa data para a cultura nacional, que está além de um negócio ou comemoração de luxo.