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    No livro Lolita, lançado em 1955, o professor Humbert abusa de Dolores quando se torna seu padrasto. Setenta e dois anos depois, casos de pedofilia como esse ainda são recorrentes na sociedade brasileira e ferem os direitos das crianças e dos adolescentes.
       Nesse sentido, segundo os dados do Disque Denúncia, das 80 mil ligações recebidas,16 mil são para denuncias de pedofilia. De fato, esse número ainda é pequeno porque muitas vítimas são culpadas pela violência sexual sofrida como ocorre com a personagem Dolores, menina de 12 anos. É notório que a defesa de escolher se prostituir ou ser capaz de seduzir um adulto é uma forma de omitir a responsabilidade social e a gravidade do problema.
       Ademais, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica (IPEA), setenta por cento dos casos de abuso são cometidos por parentes ou amigos próximos. Dessa forma, a vítima precisa enfrentar o medo de não acreditarem nela. Entretanto, é importante salientar que, raramente acusações gravíssimas são feitas sem nenhum fundamento.
       Destarte, medidas precisam ser tomadas para erradicar a exploração sexual infantil e juvenil da sociedade brasileira. Para isso, a escola poderia convocar professores de biologia e ciências para ensinar as crianças e adolescentes a prevenir os abusos e contar tudo o que acontece para pessoas de confiança. Já os voluntários das ONGs de assistência social poderiam distribuir cartilhas nas ruas, com o intuito de ensinar os pais a ficarem atentos às mudanças de comportamento dos filhos e sobre como estabelecer uma relação de confiança. Por fim, a mídia poderia criar programas de televisão, com a intenção de desconstruir a culpabilização da vítima. Dessa forma, a pedofilia terá fim no país.