O combate à pedofilia no Brasil

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    A infância constitui-se no período da existência mais doce e afável, onde os primeiros passos são dados e ensinamentos são apreendidos. É neste período que ocorre a formação do caráter, o desenvolvimento de alguém que vai compor a sociedade e nela fazer a diferença. A proteção à infância é um direito adquirido por lei, que o Estado resguarda, porém, atualmente, milhares de crianças no Brasil sofrem com a sua infância sendo desnudada, tomada à força por adultos que nada entendem sobre seu papel fundamental na formação do caráter destas, um problema que tomou vultosas proporções: a pedofilia. 
                   Dados da OMS afirmam que a cada dia, pelo menos vinte crianças de zero a nove anos são atendidas nos hospitais que integram o SUS vítimas de violência sexual. Sendo que, somado a essa estatística, conta-se com a subnotificação de casos, por diversos motivos, como por exemplo, municípios que não alimentam os dados de notificação dos sistemas de informação em saúde com pontualidade ou o atendimentos destas vítimas na rede particular de saúde, que não entra nos sistemas de notificação. Estima-se que o número de crianças que sofram violência sexual esteja muito além dos dados que conhecemos. As vítimas mais comuns são meninas e, o pedófilo, alguém muito próximo, às vezes, da própria família. E, a cada dia, o país coleciona vítimas silenciosas, que não sabem nem mesmo expressar o que aconteceu e crescem nutrindo sentimentos de revolta, rejeição e culpa. É preciso que haja uma vigília ativa da sociedade, para que se perceba quando um caso de pedofilia aconteça. É dever de qualquer indivíduo resguardar os direitos da criança e do adolescente, camadas sociais tão frágeis, para que possam crescer com saúde física e mental, tornando-se adultos íntegros, moralmente, a fim de que seja extirpado da nossa história esse tipo de violência tão perturbadora, em que, como mostram muitos casos a cerca do tema que, o agredido se tornou agressor. 
              Existe a premente necessidade de que os organismos notificadores sejam fortificados e disseminados. A rede de educação pode contribuir de maneira assertiva com palestras com os pais e comunidade em geral, rodas de conversas com as crianças, exposição permanente de cartazes com o número do disque denúncia (Disque 100), além de alternativas de ajuda como a escuta qualificada dos professores, profissionais de saúde, agentes de segurança pública, montando assim, uma rede de proteção contra à pedofilia, bem como a identificação de riscos. Torna-se inevitável, nesta mesa seara, que a lei imponha mecanismos de investigação, pois a violência sexual à criança é silenciosa e velada. É preciso que a criança seja ouvida, para que possamos enxergar a iminência da violência sexual e evitá-la.