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    A violência sexual que acomete crianças e adolescentes no Brasil, vem crescendo de forma alarmante. Milhares de casos são registrados todos os anos, reiterando-se a necessidade da criação de mecanismos que visam o combate e a prevenção desse problema social. Alguns fatores podem contribuir para esse aumento, podendo-se destacar: a falta de diálogo entre as famílias, insegurança e falta de políticas públicas. 
        Apesar de estarmos no século XXI, era da informação, a questão da sexualidade ainda é um grande tabu. Muitos pais têm o receio de estimular de forma precoce o interesse da criança sobre o assunto, evitando as primeiras abordagens a favor da prevenção. Por outro lado, especialistas afirmam que o diálogo é imprescindível pois abre os canais de comunicação, ficando mais fácil de identificar se o filho ou um parente estejam passando por algum constrangimento.
        Também podemos destacar a insegurança e o medo que a maioria das crianças têm na hora de denunciar o agressor, ficando oprimidas e isoladas. Muita das vezes a agressão, mascarada de uma ingênua brincadeira, é feita até mesmo por algum membro da família, dificultando de forma mais acentuada a sua exposição.
        Outro fator importante é a falta de políticas públicas para alertar as famílias desse problema tão regular. A violência sexual também é um problema de saúde pública que causa além de doenças físicas, alguns transtornos psicológicos. Tratar o assunto nas escolas de uma forma lúdica e não agressiva, é essencial para a prevenção desse tema tão delicado.
        Portanto, o combate à pedofilia deve ser tratado com mais rigor, existindo uma integração entre o setor privado, governo e sociedade civil. Campanhas nos diversos meios de comunicação, escolas e empresas devem ser feitas para pôr em prática o diálogo e acompanhamento pela população, com o objetivo de amenizar esse problema tão recorrente.