O combate à pedofilia no Brasil

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    "Olhos que olham são comuns. Olhos que veem são raros". Essa máxima do escritor John Sanders exemplifica a cegueira de alguns pais em relação à mudança de comportamento de seus filhos. Nesse sentido, é possível afirmar que abusos sexuais às crianças são frequentes em todo o mundo. Isso se evidencia não apenas pelos constantes contatos íntimos de parentes com seus jovens familiares mas também pela negligência de alguns pais quanto ao mal uso das redes sociais por seus rebentos.
         Relativo às aliciações, pode-se notar que, frequentemente, denúncias de contato íntimo com infantes são relacionadas à parentes próximos, seja pelo pai, seja por um tio ou um avô. Entretanto, em diversos casos já confirmados pelo Sinan, mães só vieram a atentarem-se em um momento muito tardio. Dessa forma, o trauma, já instaurado no âmago do jovem faz com que ele se desenvolva com graves consequências psicológicas. Além disso, segundo o doutor Dráuzio Varella, a criança se isola da sociedade por medo, vergonha e senso de impotência perante a esse crime.
         Ademais, muitos progenitores não se atentam à facilidade de acesso à pornografia disponível na internet. Fato esse que pode ser comprovado pelo número irrisório de pais que bloqueiam celulares de seus filhos ao acesso de sites que remetem ao sexo e às salas de bate-papo voltadas ao público adulto. Assim, percebe-se uma grande parcela de crianças que exibem seus órgãos genitais na internet, o que acarreta em encontros presenciais com pedófilos violentos e com graves transtornos psiquiátricos.
       Assim sendo, é primordial que fundações de amparo às crianças e adolescentes organizem pontualmente palestras nas escolas para professores, pais e filhos, a fim de conscientizar a todos sobre as medidas a serem tomadas diante da percepção dessas moléstias, como exemplo a denúncia formal nas delegacias ou via telefone. As famílias, por sua vez, devem instalar aplicativos de bloqueio de IPs de sites pornográficos em notebooks e telefones, além de monitorarem o acesso ao Facebook e Instagram, para que esses execráveis atos sejam finalmente evitados.