O combate à pedofilia no Brasil

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    De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), pedofilia é considerada uma doença e pedófilos são aquelas pessoas que têm preferência sexual por crianças, geralmente pré-púberes. Além disso, dados informam que a maioria dessas são homens e que não aparentam nenhum tipo de suspeita o que só agrava a situação. Nesse cenário, então, fazem-se necessárias melhores discussões e soluções para essa problemática que já se tornou frequente no país e precisa ser combatida.                    Segundo o código penal brasileiro, é considerado crime qualquer relação ou ato libidinoso de adultos com crianças de até 14 anos. Mas infelizmente esses atos são corriqueiros pelo país. Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) informam que a cada dia 27 casos de abusos a pré-adolescentes são notificados. Como se não bastasse, ainda existem aqueles que não são denunciados ou registrados pelos órgãos públicos. Ou seja, esse número é muito maior do que se imagina. 
        É importante ressaltar que segundo pesquisas do estado de São Paulo, do número total de agressores quase 40% são homens que tem parentesco com a vítima ou são amigos, conhecidos da família. Como o caso do menino G., de 5 anos, que era abusado pelo motorista do transporte que o levava e buscava da escola ou o conhecido “Caso Araceli” em 1973. Esse é o nome da menina de 8 anos que foi raptada, abusada e morta por jovens na cidade de Vitória no Espírito Santo e que até hoje estão impunes. Foi, então, por meio desse fato hediondo que criaram o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes – 18 de Maio. 
          Portanto, o combate a esses atos absurdos devem ser não somente por parte do governo, mas também da população. As esferas governamentais devem aumentar as penas das pessoas que são acusadas de pedofilia como forma de intimidar. Precisam investir em campanhas na mídia, escolas e meios públicos mostrando dados, ajudando e incentivando pessoas a identificarem e denunciarem. Aulas de educação sexual necessitam ser ministradas desde a educação infantil, não para incentivar o ato sexual, mas para que desde cedo os jovens conheçam seu corpo e saibam os limites que os outros e até eles mesmos precisam ter. Ademais, todos precisam se mobilizar contra a pedofilia e proteger as crianças e os jovens porque eles são o futuro do país.