O combate à pedofilia no Brasil

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    Pelo menos 20 crianças de 0 a 9 anos são atendidas nos hospitais que integram o Sistema Único de Saúde no país todos os dias,após terem sido vítimas de abuso sexual,de acordo com o Ministério da Saúde.Tais dados expõem a situação absurda em que o país se encontra e nos incitam a repensar a partir dos meios de proteção jurídicos maneiras de inibir a propagação de tão inescrupulosa prática. 
    É preciso considerar,antes de tudo,a vulnerabilidade existente nas vítimas.Seja pelo contínuo processo de desenvolvimento físico e emocional,ou pela natural ingenuidade infantil,este público se torna alvo de um dos crimes mais hediondos.Sendo assim,em muitos casos a criança não consegue expressar-se de modo a denunciar o agressor,até mesmo pela falta de consciência sobre a gravidade do ocorrido.Nesse cenário,a criança se vê sem saída,principalmente quando levantamentos,como por exemplo o promovido pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação,afirmam que em 90% dos atos abusivos o criminoso era conhecido do menor.
    Cabe apontar também a utilização de redes para a disseminação de atitudes pedófilas.Segundo estudo realizado pela Comissão Parlamentar de Inquérito da Pedofilia ,mil novos sites de pornografia infantil são criados todos os meses no Brasil.Tal situação oriunda das inovações tecnológicas da terceira revolução industrial explicita a necessidade de mudanças no combate à prática ,visando o respeito ao artigo 19 da convenção internacional sobre os direitos da criança.Este,cujo desenvolvimento traz em seu bojo a obrigação dos Estados em adotar medidas que protejam a infância e adolescência do abuso ou ameaça a sua integridade sexual. 
    Fica evidente,portanto a gravidade e importância da discussão sobre o assunto tratado.É essencial a promoção de campanhas governamentais,em parceira com psicólogos,visando expor aos pais maneiras de orientar seus filhos e perceber possíveis sinais de abuso,possibilitando dessa forma um maior cuidado com a vítima.Além disso, a Coordenadoria de Combate aos Crimes Cibernéticos deve buscar excluir os sites criminosos já existentes e elaborar junto ao Governo um plano de atuação de modo a exterminar a criação de tais portais a longo prazo.