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    Nada obstante às palavras do filósofo Jean Paul Sartre "A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota", uma breve reflexão já indica que a violência manifestada na forma de abuso sexual infantil é particularmente cruel, uma vez que se aproveita da vulnerabilidade das crianças e avilta contra sua inocência. Preocupantemente, a pedofilia tem seus índices de incidência aumentando no Brasil, o que, parafraseando Sartre, consiste em uma derrota nacional enorme em progresso. De imediato, essa situação precisa ser muito mais discutida no país e combatida com mais eficiência.
         Mesmo com tentativas legais de se abrandar a situação, como o projeto de lei que determina a confiscação de certos bens do violentador por exemplo, a situação não é, atualmente, bem controlada pelos governantes. Há uma grande divergência de pontos de vista e propostas entre legisladores sobre como intervir politicamente para abrandar o volume desses crimes, alguns propondo punições rigorosas como a castração a estupradores, outros defendendo idéias menos radicais. Entretanto, ademais desse embate ideológico que acaba por atrasar qualquer tipo de solução, existe uma grande parcela dos mesmo que nem sequer se manifestam.
          Esse tipo de descaso é também presente na população como um todo. Por vezes, a grande massa desconhece a proporção do problema ou seus terríveis efeitos para a vítima, que, por instância, pode tomar traumas psicológicos graves que afetarão sua saúde por toda a sua vida. Outras vezes, os cidadãos em geral apenas não percebem que sua intervenção é fundamental.
          Deste modo, pode-se ter certeza que para refrear o avanço da pedofilia é necessário um esforço conjunto de vários setores da sociedade. Os legisladores no âmbito municipal e estadual devem ampliar a divulgação do problema através do incentivo financeiro à campanhas publicitárias mediante 'outdoors' e internet. Já ao governo federal cabe a criação de uma emenda que faça com que pedófilos não somente tenham sua pena aumentada, mas que também faça com que a prisão que os receba conte com psicólogos e psiquiatras que dialoguem com o preso para refrear seus ímpetos criminosos futuros. Por fim, para evitar a derrota nacional em proteger as crianças, é também mister que os pais não se esqueçam que podem ajudar a prevenir a violência contra seus filhos aconselhando-as a se não se expor a estranhos e a confidenciar qualquer tipo de atitude estranha de outros adultos a eles.